Já está disponível a edição 29 do Boletim Científico do IESS com uma síntese de publicações científicas veiculadas no 1º semestre de 2021. Essa é a primeira edição do ano e traz artigos relacionados à saúde suplementar que obtiveram destaque em periódicos acadêmicos no Brasil e no mundo com temas ligados à tecnologia, economia e gestão.
O propósito do Boletim Científico é trazer mais clareza a pesquisas e estudos de forma a torná-los mais acessíveis. A linguagem, mais objetiva, busca uma aproximação maior com o cotidiano dos leitores.
O conteúdo é dividido em dois macrotemas. A primeira parte é dedicada aos estudos que relacionam a saúde com economia. Nesta seção, você encontra pesquisas sobre a redução do número de pacientes com síndrome coronariana aguda durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, a previsão de eficácia do prestador de atenção primária, a análise de pesquisa nacional sobre usuários de planos de saúde e programas alemães sobre a segunda opinião médica.
Na segunda parte, dedicada integralmente à saúde, os temas dos estudos são: mortalidade mais alta por Covid-19 em pacientes diabéticos, as mudanças no padrão de uso dos serviços de saúde no Brasil e a promoção de hábitos alimentares saudáveis.
Para acessar o Boletim Científico na íntegra, clique AQUI.
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29º Boletim Científico
A segunda edição do Boletim Científico IESS de 202...Promovido pelo FGVsaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da FGV EAESP com o objetivo de contribuir para o debate, o QualiHosp já conta com 20 anos de história de intercâmbio de experiências e divulgação da produção técnica e científica ligada ao tema de saúde.
Portanto, é uma honra participar mais um ano desse importante encontro do setor. Neste período e contexto totalmente atípicos, o evento acontece totalmente gratuito, online e aberto ao público geral até hoje, 30 de abril.
E neste ano participaremos com três pôsteres especiais de diferentes estudos:
- Panorama dos idosos em 20 anos da saúde suplementar (2001 a 2020)
- Cuidados Coordenados uma chave estratégica para um melhor sistema de saúde
- Análise da assistência odontológica suplementar entre 2014 e 2019
Entre aqui e acesses nossos pôsteres. Os Pôsteres estão disponíveis para visita por Eixo Temático de interesse.
Com o tema “Cuidado ao Longo da Vida: Coordenação e Continuidade”, o Qualihosp 2021 irá discutir os caminhos trilhados por sistemas e organizações de saúde, públicos e privados, em busca de maior qualidade no cuidado dos usuários dos serviços de saúde ao longo da vida.
O evento tem como público-alvo pesquisadores e profissionais que atuam na área da saúde com interesse em qualidade e gestão de serviços e sistemas. Em todos os eventos são convidados palestrantes internacionais com o objetivo de ampliar as discussões e provocar um amplo debate sobre o tema.
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Pôsteres no Qualihosp 2021
Promovido pelo FGVsaúde – Centro de Estudos em Pla...Estaremos no Qualihosp 2021
Com 20 anos de história, o QualiHosp é um evento p...Idosos na saúde suplementar
Mesmo com o avanço das complicações por Covid-19 e...Com 20 anos de história, o QualiHosp é um evento promovido pelo FGVsaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da FGV EAESP com o objetivo de contribuir para o debate, intercâmbio de experiências e divulgação da produção técnica e científica ligada ao tema de saúde.
É por isso que, para nós, é uma enorme honra participar mais um ano desse importante encontro do setor com mais de duas décadas de existência. Neste período e contexto totalmente atípicos, o evento será totalmente gratuito, online e aberto ao público geral entre os dias 27 e 30 deste mês.
O evento tem como público-alvo pesquisadores e profissionais que atuam na área da saúde com interesse em qualidade e gestão de serviços e sistemas. Em todos os eventos são convidados palestrantes internacionais com o objetivo de ampliar as discussões e provocar um amplo debate sobre o tema.
E neste ano participaremos com três pôsteres especiais de diferentes estudos:
- Panorama dos idosos em 20 anos da saúde suplementar (2001 a 2020)
- Cuidados Coordenados uma chave estratégica para um melhor sistema de saúde
- Análise da assistência odontológica suplementar entre 2014 e 2019
Você pode acessar os estudos completos nos links e ainda participar do evento gratuitamente. Veja aqui a programação e inscreva-se.
Com o tema “Cuidado ao Longo da Vida: Coordenação e Continuidade”, o Qualihosp 2021 irá discutir os caminhos trilhados por sistemas e organizações de saúde, públicos e privados, em busca de maior qualidade no cuidado dos usuários dos serviços de saúde ao longo da vida.
As experiências de diferentes participantes serão compartilhadas por meio de webinars e pôsteres. Participe desse importante espaço de troca de experiências e reflexões.
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Pôsteres no Qualihosp 2021
Promovido pelo FGVsaúde – Centro de Estudos em Pla...Estaremos no Qualihosp 2021
Com 20 anos de história, o QualiHosp é um evento p...Idosos na saúde suplementar
Mesmo com o avanço das complicações por Covid-19 e...Mesmo com o avanço das complicações por Covid-19 em todas as faixas etárias, os idosos ainda são aqueles que suscitam maior preocupação. Conforme as análises mostraram, os pacientes mais vulneráveis são aqueles com 60 anos ou mais, grupo que corresponde a 14% do total de beneficiários da saúde suplementar, ou pouco mais de 6,7 milhões, conforme mostra o “Panorama dos idosos beneficiários de planos de saúde no Brasil – 2011 a 2020”, que acabamos de publicar.
O material atualiza a publicação do último ano que surgiu da necessidade de se mapear quem são os idosos beneficiários com o intuito de auxiliar o setor na criação de programas específicos para a melhor assistência desses pacientes. Como sempre reforçamos, o aumento da longevidade da população é, sem dúvida, uma grande conquista da medicina e da sociedade, mas é fundamental que todo o setor se prepare e foque em ações voltadas para o aumento da demanda pela utilização dos serviços e futuros desafios dos custos.
O panorama mostra que em 20 anos, o número de idosos (com 60 anos ou mais) em planos de saúde de assistência médico-hospitalar no Brasil quase dobrou, passou de 3,4 milhões em 2001 para 6,7 milhões em 2020.
Ao analisar por modalidade, as Cooperativas Médicas e as Medicinas de Grupo dobraram o número de vínculos de pessoas com 60 anos ou mais no período analisado. Na mesma comparação, essa população quadruplicou entre os planos empresariais e a quantidade de vínculos de indivíduos com 80 anos ou mais triplicou.
Segundo o estudo, em 2020 os idosos representavam 14% do total de beneficiários da saúde suplementar e 22% da população brasileira idosa. A publicação ainda mostra um dado curioso e importante para o futuro do segmento: quanto maior a faixa etária, maior a taxa de cobertura. O panorama mostra essa taxa é de 21% entre aqueles entre 60 e 64 anos, 22% entre os com 70 a 74 anos e 27% entre os com 80 anos ou mais.
Esses e outros dados da publicação serão apresentados em forma de pôster no Qualihosp 2021. Com 20 anos de existência, o evento é promovido pelo FGVsaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da FGV EAESP com o objetivo de contribuir para o debate, intercâmbio de experiências e divulgação da produção técnica e científica.
Acesse aqui e participe do evento.
Ah, não deixe de acessar o “Panorama dos idosos beneficiários de planos de saúde no Brasil – 2011 a 2020” em nossa área de estudos especiais.
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Com 20 anos de história, o QualiHosp é um evento p...Idosos na saúde suplementar
Mesmo com o avanço das complicações por Covid-19 e...Como já falamos em diferentes momentos, vivenciamos um sistema de assistência à saúde complexo, com falhas de comunicação e coordenação, o que resulta em um cuidado fragmentado e desperdícios. Além disso, a atenção em saúde ainda é especializada e voltada para o tratamento da doença, e não do indivíduo.
Por esses e outros fatores é que o cuidado coordenado é uma importante ferramenta para auxiliar no desenvolvimento do setor de saúde e da atenção prestada ao paciente. Nós já trouxemos aqui os principais elementos, apontamos a conceituação desse modelo e também falamos de como é uma ótima estratégia para a redução de custos no setor.
O tema de hoje também é de extrema importância: os desafios na transição do cuidado. O nosso Texto para Discussão n° 78 “Cuidados Coordenados: uma chave estratégica para um melhor sistema de saúde suplementar” aponta que um documento do Grupo MacColl Institute for Healthcare Innovation, com apoio do The Commonwealth Fund, denominado “Reduzindo a Fragmentação do Cuidado: Um Kit de Ferramentas para Coordenar o Cuidado”7 que traz estratégias práticas para ajudar a implementar ações de coordenação de cuidado elenca alguns desafios:
- Responsabilidade: ela é compartilhada, o que contribui para a ambiguidade sobre quem é o responsável por fazê-lo funcionar bem;
- Comunicação: muitos médicos de atenção primária não têm relações pessoais com especialistas e hospitais, o que pode dificultar a comunicação;
- Tempo e esforços: consultas, encaminhamentos ou transições eficazes geralmente não são reembolsados
- Estrutura: a maioria das práticas de atenção primária não possui pessoal dedicado ou infraestrutura de informações (como um prontuário eletrônico) para coordenar o atendimento de forma eficaz.
Outro importante ponto diz respeito às transições do cuidado. Um importante aspecto a ser levado em consideração tanto quando a prestação de serviços ou a responsabilidade por algum aspecto do cuidado de um paciente é transferida entre duas ou mais entidades de assistência médica ou quando é mantida ao longo do tempo por uma mesma entidade.
Nesse sentido, a publicação aponta dois cenários:
- Transições entre entidades do sistema de saúde – entre membros das equipes, entre diferentes times de profissionais, entre pacientes/cuidadores informais e cuidadores profissionais, nos diferentes níveis de atenção (cuidados primários, especiais, internação, departamento de emergência) ou ainda entre instituições.
- Transições ao longo do tempo - visita inicial e visita de acompanhamento, estágios da vida (desenvolvimento pediátrico, ciclo reprodutivo de mudança das mulheres, necessidades de cuidados geriátricos etc.), na trajetória da doença e da mudança dos níveis de coordenação.
Por fim, o documento aponta os objetivos para que esses desafios sejam mitigados. Conheça:
- Oportuno: os pacientes recebem transições e serviços de consulta necessários sem atrasos desnecessários.
- Seguro: as referências e transições são planejadas e gerenciadas para evitar danos aos pacientes devido a erros médicos ou administrativos.
- Eficaz: referências e transições são baseadas em conhecimento científico e devem ser bem executadas para maximizar seu benefício.
- Centrada no paciente: as referências e transições respondem às necessidades e preferências do paciente e da família.
- Eficiente: as referências e transições são limitadas àquelas que beneficiam os pacientes e evitam a duplicação desnecessária de serviços.
- Equitativo: a disponibilidade e qualidade dos encaminhamentos e transições não variam de acordo com as características pessoais dos pacientes
Ficou curioso para acessar a publicação? Veja agora e saiba como a coordenação dos cuidados pode auxiliar na criação e desenvolvimento de novas ferramentas para a melhor gestão da saúde.
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Sempre atento em trazer novas discussões sobre Saú...Desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa, o Brasil já contabilizou cerca de 10 milhões de casos e mais de 240 mil óbitos por Covid-19. Nos últimos dias, o aumento expressivo nas médias móveis diárias fez com que o setor tivesse que, novamente, se reinventar e reativar protocolos, rotinas e práticas, que foram criados, ainda no ano passado, para conter os avanços da doença.
Se você já leu nosso “Painel Odontológico entre 2014 e 2019” – disponível aqui – já sabe que em junho de 2020, o Conselho Federal de Odontologia (CFO), por meio da Resolução 226, regulamentou o exercício da profissão a distância e autorizou a prática do telemonitoramento e da teleorientação por um cirurgião-dentista em caráter de exceção.
Por envolver muita proximidade entre o paciente e o dentista, uma consulta odontológica acaba oferecendo alguns riscos à saúde tanto do profissional quanto da pessoa que está sendo atendida. Nesse período, a teleodontologia surge como uma novidade capaz de proporcionar qualidade e segurança, sem perder o foco no paciente e no atendimento a quem precisa.
Na prática, viu-se que essa inovação não deve ser realizada de forma indiscriminada, nem substitui a relação presencial dentista-paciente, mas permite ao profissional ter um primeiro contato; prestar a orientação sobre o que pode estar acontecendo; transmitir acolhimento e confiança; acompanhar o paciente em tratamento no intervalo entre consultas e, se necessário, realizar um questionário pré-clínico para encaminhá-lo no momento certo para o atendimento presencial, já lhe fornecendo os dados da clínica e antecipando a preparação para receber o caso. O novo formato restringe serviços como a realização de diagnósticos, a elaboração de planos de tratamentos e prescrições.
Assim como as já conhecidas consultas por telemedicina, essa ferramenta – algo difícil de imaginar em outros tempos – tem evitado deslocamentos desnecessários e exposição ao risco da contaminação, além de apresentar mais uma possibilidade versátil por meio da tecnologia.
Embora a resolução tenha caráter extraordinário e temporário, acredita-se que muitos profissionais continuem utilizando dessa nova forma de atendimento. Nós continuaremos avaliando os benefícios dessa e de outras inovações, a satisfação do paciente e seus impactos, para que novas práticas surjam como complemento do exercício da odontologia. Por isso, não deixe de nos acompanhar!
Ah, não custa lembrar, acesse aqui o Painel Odontológico entre 2014 e 2019 na íntegra.
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Desde o início da pandemia, segundo balanço do con...Se você tivesse que responder qual o foco dos profissionais de odontologia, o que você diria? Para muitas pessoas, ainda não está claro que a saúde bucal não é a única preocupação desses especialistas, mas também manter o pleno estado de saúde do paciente. Esse é o conceito do que chamamos de odontologia sistêmica e integrativa, que observa de maneira mais profunda os sinais e problemas do paciente, de forma individual e de acordo com suas necessidades, a partir de uma visão multidisciplinar e mais humanizada.
Saúde bucal e saúde do indivíduo como um todo estão fortemente relacionadas. Mas, apesar disso, pouco se discute sobre esta inter-relação. Essa nova modalidade se expandiu e ganhou força após a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares pelo Ministério da Saúde, em maio de 2006. Em junho de 2008, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) também regulamentou outras práticas integrativas, como acupuntura, fitoterapia, hipnose, homeopatia, terapia floral e laserterapia. Liberando assim, dentistas para incluí-las em seu atendimento.
Algumas doenças sistêmicas aumentam a incidência de lesões na mucosa oral, de cárie e de doença periodontal. Por isso, pacientes portadores de diabetes, osteoporose, doenças autoimunes, síndromes diversas ou deficiências vitamínicas devem ter um cuidado mais especial com sua saúde bucal. Da mesma maneira, pacientes que fazem uso de certos medicamentos, como os quimioterápicos, que possuem hábitos alimentares inadequados ou são tabagistas, necessitam de cuidados que reduzam o risco de desenvolverem alterações na cavidade oral.
Por que integrar medicina e odontologia?
A implementação dessas estratégias integradas em saúde é fundamental para a reordenação do modelo assistencial, priorizando o desenvolvimento de ações de prevenção junto à comunidade e a construção de relações permanentes entre os profissionais da saúde e a população assistida.
Segundo dados da nossa recente publicação “Painel de Odontologia entre 2014 e 2019”, o Brasil é o país com o maior número (330 mil) de dentistas do mundo, o equivalente a 20% da quantidade total desses profissionais. Em 2019, um milhão de pessoas passaram a ter plano odontológico, um crescimento de 4,1% em 12 meses. Ao todo, são 25,8 milhões de beneficiários em todo o país.
Os números acima justificam o porquê a odontologia deve estar associada a esse processo de cuidado coordenado. De outra forma, há o risco de o indivíduo contar com assistência médica, mas descuidar da saúde bucal, comprometendo o plano de cuidado, podendo deflagrar outras doenças e agravar o quadro clínico.
Acesse aqui o Painel Odontológico entre 2014 e 2019 na íntegra.
Você também pode assistir ao nosso webinar sobre o tema abaixo ou acessando aqui.
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Em 12 meses encerrados em agosto, o número de bene...Os benefícios oferecidos aos trabalhadores são fundamentais na estratégia de gestão de pessoas e são diferenciais para o sucesso das empresas. Já faz um bom tempo que as pessoas buscam em um emprego mais do que apenas uma remuneração adequada ou acima da média do mercado. Por isso, é fundamental que as empresas conheçam e saibam sobre a importância de se implementar auxílios, como os planos odontológicos a seus colaboradores.
Uma pesquisa sobre benefícios da Willis Towers Watson, que contou com a participação de 194 empresas nacionais e multinacionais demonstraram que, em 2012, o plano odontológico era o 4º item mais prevalente (presente em 89% das empresas) numa lista de 13 itens – atrás apenas do plano médico-hospitalar, seguro de vida e auxílio-refeição. Já num outro inquérito, com dados da pesquisa AON 2016/2017, visualizou-se que das 536 empresas participantes, 92,4% concediam o plano odontológico, atrás dos planos médico-hospitalares (99,8%) e do seguro de vida (94,0%).
Se por um lado o profissional se tornou mais exigente, por outro as organizações também passaram a entender as vantagens alcançadas ao investir na qualidade de vida e bem-estar do colaborador, já que isso significa um aumento de produtividade. O benefício odontológico se torna, portanto, uma forma de prevenir doenças, gerar bem-estar, reter talentos, reduzir o absenteísmo e melhorar a produtividade, sendo um ponto positivo tanto para os colaboradores quanto para as empresas.
Segundo nossa recente publicação “Painel da Odontologia Suplementar entre 2014 e 2019”, a exemplo do que acontece com os planos médico-hospitalares, os coletivos empresariais (aqueles oferecidos pelas empresas aos seus colaboradores) respondem pela maior parte dos vínculos exclusivamente odontológicos: eram 18,4 milhões ou 73,4% do total em 2019. No período de 2000 a 2019, também são os que mais cresceram em número de beneficiários: de 698,7 mil para 18,4 milhões (aumento de 17,7 milhões de beneficiários ou 26 vezes mais).
E os números não param de crescer. Ainda no mesmo período, os planos individuais/familiares passaram de 291 mil para 4,3 milhões beneficiários (crescimento de 4 milhões de vínculos ou 15 vezes mais) e os planos coletivos por adesão passaram de 434 mil para 2,4 milhões de beneficiários (aumento de 1,9 milhão de beneficiários ou 5 vezes mais). Os dados também são da publicação e podem ser consultados na íntegra aqui.
Como você pôde observar, grande parte dessa expansão em planos coletivos empresariais é justificado pela ampliação dos planos odontológicos aos beneficiários de empresas de pequeno e médio porte (antes, centralizadas em grandes corporações), que começam a entender a importância dos benefícios como uma estratégia.
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A partir deste documento é possível criar um panorama do perfil dos beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, por meio de análises detalhadas sobre:
- Sexo: o crescimento dos beneficiários segundo sexo foi praticamente igual entre dezembro de 2000 e 2019. Em 2000 havia 1,32 milhão de beneficiários do sexo masculino (50,6% do total de beneficiários) e 1,29 milhão do gênero feminino (49,4%). Em 2019, o número de homens foi de 12,6 milhões (48,9% do total) e de mulheres foi de 13,2 milhões (51,1%).
- Tipo de contratação: os planos coletivos empresariais (aqueles oferecidos como benefício pelas empresas aos seus colaboradores) foram os que mais aumentaram o número de beneficiários entre 2000 e 2019. Nesse período, havia 698,7 mil beneficiários em 2000 e 18,4 milhões em 2019 (aumento de 17,7 milhões de beneficiários ou 26 vezes mais). No mesmo período os planos individuais/familiares passaram de 291 mil para 4,3 milhões beneficiários (crescimento de 4 milhões de vínculos ou 15 vezes mais) e os planos coletivos por adesão foram de 434 mil para 2,4 milhões de vidas (aumento de 1,9 milhão ou 5 vezes mais).
- Faixa etária: verificou-se que entre os anos de 2000 e 2019, a faixa etária de 0 a 19 anos saltou de 725 mil para 5,3 milhões de beneficiários, entre 20 e 59 anos passou de 1,5 milhão para 17,9 milhões e a faixa de 60 anos ou mais foi de 75,1 mil para 1,8 milhão.
- Estado e Região: o estudo demonstra que assim como acontece com os planos médico-hospitalares, a maior parte dos vínculos se concentra no Sudeste do País. Juntos, os três Estados do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) possuem 13,8 milhões de beneficiários (ou 56,9%).
- Escolaridade*: 23% dos beneficiários de planos exclusivamente odontológicos tinham o ensino fundamental (completo ou incompleto), 34% contam com ensino médio (completo ou incompleto), 29,9% possuem ensino superior (completo ou incompleto) e 7,4% declararam não ter instrução.
- Raça/cor*: 54,8% dos entrevistados com planos de assistência odontológico se autodeclararam como da cor/raça branca, 34,8% como pardo e 9,1% como preto. Outras cores/raças somavam 1,2%.
- Avaliação do estado de saúde*: 85,6% dos beneficiários de planos exclusivamente odontológicos declararam que sua saúde estava boa ou muito boa, 13,0% como regular e 1,4% como ruim ou muito ruim.
Vale ressaltar que o resultado da análise é especificamente para a saúde suplementar e exclusiva para beneficiários de planos odontológicos entre os anos de 2014 a 2019. A publicação pode ser acessada na íntegra aqui.
O “Painel da Odontologia Suplementar entre 2014 e 2019” também foi destaque no Revista Novo Tempo. José Cechin, superintendente executivo, destacou o crescimento do setor e dos procedimentos realizados nos últimos anos. Assista abaixo.
*Alguns dados do perfil dos beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, como da escolaridade, raça/cor e autoavaliação do estado de saúde, são descobertos somente em pesquisas populacionais. Então, extraiu-se os microdados do inquérito populacional mais recente, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), com dados de 2013, para encontrar essas informações.
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Em 12 meses encerrados em agosto, o número de bene...O Brasil passa por um fenômeno de transição demográfica e envelhecimento populacional. Claro que é um avanço da sociedade e da medicina, mas isso traz um aumento das despesas médicas e acende um alerta sobre a necessidade de se pensar mecanismos para garantir equilíbrio econômico-financeiro, satisfação e qualidade para todos os envolvidos na cadeia, sejam beneficiários, operadoras e prestadores de serviços.
Além disso, os pacientes mais vulneráveis são aqueles com 60 anos ou mais, grupo que corresponde a 14% do total de beneficiários da saúde suplementar, ou pouco mais de 6,6 milhões, conforme mostra o “Panorama dos idosos beneficiários de planos de saúde no Brasil”, que acabamos de publicar. A nossa publicação mostrou que desde março de 2000, início da base de dados, o número de idosos nos planos de saúde duplicou, passando de 3,3 milhões para 6,6 milhões em março de 2020.
E esse foi um tema abordado em recente publicação do site da Editora Roncarati, trazendo apontamentos de Ricardo Sant´Ana, diretor de Benefícios da Lockton Brasil. Para ele com a longevidade, desenvolvimento tecnológico e o avanço da medicina, é indiscutível que as pessoas estão tendo uma maior sobrevida e boa parte delas com o amparo dos planos de saúde privados.
Ele, portanto, elenca alguns pontos:
- Aumento dos preços dos planos corporativos - como a sinistralidade é mensurada de forma conjunta, a tendência de uma maior sinistralidade é mais evidente quando a população mais idosa vai crescendo (maior utilização), influenciando os custos totais de ativos e inativos.
- Aumento dos valores de passivo atuarial - as projeções de valores a serem consideradas em balanço (quando indicado pelas normas contábeis internacionais), acabam por aumentar à medida que a população mais idosa cresce, pois o compromisso futuro, embora diminua o prazo, tem seu valor agravado.
- Escassez de planos individuais - de acordo com a legislação em vigor, os critérios de aceitação, formas de reajuste, condições de cancelamento etc. desestimulam as operadoras a oferecer esse tipo de solução.
- Maior nível de sinistros em função da COVID-19 - as pessoas mais idosas são as que mais estão suscetíveis ao agravamento de intercorrências da COVID-19.
O especialista ainda traz outros pontos para a reflexão do setor. Acesse aqui a publicação.
Além de apresentar os dados por região e modalidade de contratação, o “Panorama dos idosos beneficiários de planos de saúde no Brasil” também traz a evolução do número de vinculados aos planos médico-hospitalares, distribuição percentual por faixa etária, índice de envelhecimento, razão de dependência, adesões, cancelamentos e migração entre março de 2000 e o mesmo mês em 2020.
