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Outubro 2017
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Acabamos de publicar a nova edição do boletim Saúde Suplementar em Números, que mostra o crescimento de 1,8% no total de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares com 59 anos ou mais ao longo dos 12 meses encerrados em junho deste ano. 

Por outro lado, no mesmo período, o total de vínculos com pessoas de até 18 anos recuou 2,4%; o grupo de beneficiários com idade entre 19 anos e 23 anos diminuiu 4,5%; e o de beneficiários com idade entre 24 anos e 28 anos caiu 6,3%.

Nos próximos dias, iremos analisar os dados aqui no Blog.

Setembro 2017
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A nova edição do "Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar" continua apontando a força do setor de saúde suplementar, que segue criando novos postos de trabalho mesmo em um período de instabilidade nacional. 

O boletim destaca que o número de pessoas empregadas formalmente no setor cresceu 1,8% no período de 12 meses encerrados em agosto de 2017, enquanto o total de empregos formais da econômico nacional teve retração de 1,3% na mesma base comparativa.

O levantamento apresenta o total de trabalhadores com carteira assinada empregados pela cadeia de saúde suplementar (que engloba os fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos; prestadores de serviços de saúde; e, operadoras e seguradoras de planos de saúde), atualizando o estoque e o fluxo de empregos setor, além de apresentar a distribuição geográfica destes postos de trabalho. 

Os dados serão analisados, aqui no Blog, nos próximos dias. 

Setembro 2017
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Além de fazer a ponte entre a academia e as empresas de saúde, o Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar também tem a importante função de abordar temas delicados. O trabalho “Internação domiciliária de idosos e as implicações bioéticas nas autogestões da saúde suplementar”, de Cláudio Andraos, é importante, além da qualidade técnica, por abordar os conflitos éticos na internação domiciliar de idosos no Brasil.

Mais do que incentivar a pesquisa em diferentes áreas do saber, Andraos acredita que o Prêmio IESS é uma importante ferramenta para o investimento em educação no Brasil. “Toda iniciativa de premiação de estudos técnicos traz, de forma indireta, estimulo à pesquisa e benefícios à sociedade”, afirma.

Se você também tem um trabalho de conclusão de curso de pós-graduação (especialização, MBA, mestrado ou doutorado), com foco em saúde suplementar, nas áreas de Economia, Direito e Promoção de Saúde e Qualidade de Vida e Gestão em Saúde capaz de contribuir para o aperfeiçoamento do setor e explorar temas delicados, mas fundamentais para a sociedade, inscreva-se, gratuitamente, no VII Prêmio IESS até 15 de setembro. Veja o regulamento completo. 

Os dois melhores trabalhos de cada categoria receberão prêmios de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, além de certificados, que serão entregues em cerimônia de premiação que acontecerá em dezembro na cidade de São Paulo. 

Agosto 2017
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Já apresentamos, aqui no Blog, diversas alternativas para garantir a sustentabilidade da saúde suplementar. Com isso em mente, na última semana, publicamos o TD 65 - "Seguro de Saúde Baseado em Valor: conceitos e evidências no sistema de saúde norteamericano", que apresenta o Seguro de Saúde Baseado em Valor (SSBV) e os resultados que este tipo de produto está obtendo no sistema de saúde dos Estados Unidos.

Assim como os planos de saúde com conta poupança e franquia anual, o SSBV funciona no modelo de coparticipação, em que o beneficiário paga por um percentual do custo gerado por um procedimento para o seu tratamento em saúde. O diferencial do SSBV, contudo, é empregar medicina baseada em evidências para determinar quais procedimentos têm coparticipação e quais não. Além disso, ao  incentivar que o paciente realize exames e consultas preventivas com mais frequência, tende a diminuir significativamente as visitas aos serviços de emergência e as hospitalizações. 

Essas características podem fazer com que os gastos com consultas e exames preventivos cresçam no primeiro momento, mas os gastos com internações e procedimentos cirúrgicos emergenciais, de custo mais elevado, tendem a diminuir.

O TD 65 ainda destaca que para o SSBV funcionar é necessário um sistema de dados sofisticado, capaz de assegurar a segurança dos dados dos pacientes e determinar com precisão o valor dos serviços prestados.

“Importar” esse produto para o mercado de saúde brasileiro exigiria mudanças e envolveria custos que podem fazê-lo parecer menos atrativo no curto prazo, mas uma rápida olhada para o crescimento dos custos de saúde no Brasil, que giram próximo dos 20% ao ano, mostra que não podemos continuar como estamos. 

Agosto 2017
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O aumento da inflação médica continua sendo uma preocupação tanto para os governos quanto para as empresas no mundo todo, conforme mostramos recentemente no TD 64 – Fatores associados ao nível de gasto com saúde: a importância do modelo de pagamento hospitalar. 

Para lidar com esse aumento, uma das alternativas é a mudança do modelo de pagamento de conta aberta, adotado hoje no Brasil, para outro que puna os desperdicios e recompense a performance e o desfecho clínico. Como mostramos aqui no blog nos dias 31/7, 1/8, 2/8, 3/8 E 4/8.

Outra solução é pensar em novos produtos para a saúde suplementar, como os que apresentamos ano passado, nos dias 22/8, 23/8, 24/8, 25/8 e 26/8, ou Seguro de Saúde Baseado em Valor (SSBV), que vem apresentando bons resultados nos Estados Unidos, como mostramos no TD 65 - Seguro de Saúde Baseado em Valor: conceitos e evidências no sistema de saúde norteamericano.

Nos próximos dias vamos explicar melhor como funciona o SSBV. Não perca. Fique ligado! 

Agosto 2017
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Como apontamos na última sexta, aqui no Blog, o total de empregados na cadeia de saúde segue crescendo, em contraponto ao restante da economia. Segundo a última edição do Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar, o total de trabalhadores empregados no setor cresceu 1,5% nos 12 meses encerrados em junho de 2017. No total, o setor emprega 3,4 milhões de pessoas, ou 7,9% da força de trabalho no País.

Para deixar mais clara a relação entre os empregos gerados pelo setor de saúde suplementar e o conjunto da economia nacional, o IESS criou um indicador de base 100, tendo como ponto de partida o ano de 2009. Em junho de 2017, o índice para o estoque de empregos do mercado nacional é de 109, enquanto o índice da cadeia da saúde suplementar é de 135.

No período analisado, o total de postos de trabalhos no segmento de fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos foi o que apresentou maior crescimento, alta de 1,7%. O total de prestadores de serviços de saúde cresceu 1,5% e o de contratados por operadoras e seguradoras, 1,1%.

O segmento de prestadores de serviços continua com a maior quantidade de pessoas empregadas na cadeia da saúde suplementar, respondendo por 2,4 milhões de postos de trabalho ou 71,3% do total do setor. Os fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos empregam 821,2 mil pessoas (24,2%) e as operadoras e seguradoras, 149,8 mil trabalhadores (4,4%).

Amanhã, apresentaremos uma analise do saldo de empregos em outros setores da economia ao longo do 1° semestre de 2016 e seu impacto no mercado de saúde. Não Perca.

Agosto 2017
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Os planos de saúde médico-hospitalares perderam 61,7 mil beneficiários no Sul do Brasil nos 12 meses encerrados em junho de 2017. Queda de 0,9%, de acordo com a última edição da NAB. No total, a região conta com 6,9 milhões de vínculos com planos médico-hospitalares. 

O Rio Grande do Sul, com 2,6 milhões de beneficiários, é o estado do Sul onde mais vínculos foram rompidos. Foram 40,6 mil vínculos rompidos entre junho de 2017 e o mesmo mês de 2016. Queda de 1,5%. No Paraná, foram 22,6 mil vínculos rompidos no mesmo período. Retração de 0,8%.

Já Santa Catarina seguiu na direção contrária. O Estado registrou 1,5 mil novos vínculos nos 12 meses encerrados em junho de 2017. O que representa uma leve alta de 0,1%.

Nós próximos dias apresentaremos o resultado das demais regiões do Brasil.   

Agosto 2017
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Nos últimos dias, apresentamos dois modelos de pagamento prospectivo que poderiam funcionar como alternativa para o fee-for-service (FFS), atualmente empregado no Brasil: o DRG e o Bundled Payment. Mas estas não são as únicas alternativas.

Outro modelo bastante interessante é o Pay for Performance (P4P) ou pagamento por performance. Um modelo que, como o próprio nome sugere, remunera médicos, hospitais, grupos médicos e outros profissionais e prestadores de serviços de saúde de acordo com seu desempenho, premiando esses servidores ao alcançarem certas metas de qualidade e eficiência e penalizando-os por resultados de saúde ruins, como erros médicos ou aumento de custos que não gerem melhorias no atendimento ou tratamento dos pacientes, por exemplo.

Um dos pontos fortes desse modelo é, justamente, incentivar a busca pelo melhor desfecho clínico. Por outro lado, no Brasil, o modelo enfrentaria a falta de indicadores de qualidade e transparência no serviço prestado tanto por profissionais de saúde quanto por hospitais, como já temos apontado aqui no Blog.  Além disso, experiências internacionais sugerem que algumas prática ruins podem surgir com a implantação desse modelo, como profissionais de saúde evitarem atender casos mais graves ou de alto risco, já que resultados negativos podem ser punidos financeiramente.

Nos próximos dias iremos apresentar mais dois modelos de pagamento prospectivo, Captation e Global budget.

Abril 2011
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Ao ter um plano de saúde, o cidadão não abre mão do seu direito de usar o sistema público de saúde, um dever constitucional do Estado.

A questão do ressarcimento ao SUS (Sistema Único de Saúde), pagamento dos planos de saúde ao governo sobre os gastos que seus beneficiários geram quando fazem uso de hospitais da rede pública, é assunto sério e deve ser amplamente discutido com o cidadão comum.

Muitos são os pontos conflitantes. O primeiro deles diz respeito ao direito do cidadão, pagador de impostos, à saúde pública. Está lá, registrado na Constituição que esse é um "direito de todos e dever do Estado", que deve provê-la por meio do "acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação".

Portanto, ao ter um plano de saúde, o cidadão não abre mão do seu direito de usar o sistema público de saúde. Ainda assim, as operadoras, desde 2000, vêm pagando o ressarcimento ao SUS, apesar de o questionarem na Justiça, pois o assunto ainda não foi definitivamente julgado pelo STF.

Diferentemente do que se imagina, as operadoras de saúde não lucram com o atendimento feito pelo SUS a seus beneficiários. O cálculo das mensalidades dos planos, hoje, não contempla o uso, pelos beneficiários, da rede pública. Logo, caso o Supremo aprove o ressarcimento, haverá, inevitavelmente, um aumento no valor dos planos. Ou seja, o beneficiário passará a pagar duas vezes pelo mesmo atendimento na rede do SUS: uma via tributos e outra via mensalidade de seu plano.

O governo, sim, ganha com o ressarcimento, pois cobra das operadoras valores 60% maiores, em média, aos que o SUS paga a seus prestadores. Há também quem defenda o ressarcimento ao alegar que existe a renúncia fiscal do governo, devido à dedutibilidade tributária dos gastos com saúde incorridos pelos indivíduos e pelas empresas.

Porém, não cabe alegar renúncia daquilo que é essencialmente dedutível. As despesas com saúde dos indivíduos são dedutíveis de Imposto de Renda por serem essenciais e pelo fato de o Estado ser incapaz de lhes prover assistência à saúde de qualidade. Já as empresas, estas dependem essencialmente de seus recursos humanos para poderem funcionar e gerar riqueza.

O interesse pelos R$ 651,9 milhões referentes ao período de 2000-2006, que está em cobrança (a ANS ainda calcula os valores devidos de 2007 em diante), tem a ver com a conjuntura econômica nacional, necessitando de maior austeridade nos gastos do governo. No entanto, se fosse pago tudo o que é cobrado pelo governo às operadoras, ainda assim o valor arrecadado representaria apenas 0,13% de todo o gasto público com saúde no mesmo período.

Além disso, o que é gasto para levantar os valores do ressarcimento certamente não compensa o que é recolhido. Contudo, o governo fala em ampliação do ressarcimento. Centenas de outros pontos devem ser discutidos, sempre com o conhecimento da população, pois a saúde é um direito de todos.

Portanto, enquanto não eliminarmos "réus" e "culpados" em francas negociações, que visem, acima de tudo, o bem-estar da população, o país permanecerá doente.

Autor: Luiz Augusto Carneiro - Superintendente-executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e professor doutor da Faculdade de Economia e Administração da USP.