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NAB
Dezembro 2025
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São Paulo, dezembro de 2025 — Entre setembro de 2000 e outubro de 2025, o número de beneficiários de planos de saúde empresariais passou de 7,1 milhões para 38,7 milhões, mais que quintuplicando. Esse grupo representa hoje mais de 73% dos vínculos médico-hospitalares do país, alcançando o patamar mais alto da série histórica monitorada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). A nova edição da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB 112), produzida pelo Instituto, revela em dados a centralidade dos planos coletivos empresariais na saúde suplementar brasileira.

 

O documento revisita 25 anos de evolução do segmento e confirma que essa modalidade se consolidou como o principal eixo de sustentação do sistema privado de saúde, acompanhando o comportamento do emprego formal e a expansão da economia ao longo de duas décadas e meia. Clique aqui e acesse a íntegra do documento.

 

Segundo José Cechin, superintendente executivo do IESS, os planos empresariais têm papel decisivo na estrutura da saúde suplementar. “Crescem com o mercado de trabalho, refletem a economia real e constituem a espinha dorsal da cobertura privada no Brasil”, analisa.

 

A trajetória demográfica do segmento também demonstra solidez. A faixa de 20 a 59 anos, que representa a maior parte da população economicamente ativa, concentra 67% dos beneficiários. Jovens de 0 a 19 anos reduziram participação ao longo dos anos, enquanto o grupo com 60 anos ou mais ampliou presença, acompanhando o envelhecimento populacional. A distribuição por sexo mantém estabilidade desde o início dos anos 2000, com 51% de mulheres e 49% de homens, um padrão praticamente inalterado.

 

O estudo também destaca mudanças no território: São Paulo continua sendo o maior polo da saúde suplementar empresarial, com cerca de 37% dos vínculos. Minas Gerais, Rio de Janeiro e os estados do Sul complementam o núcleo mais robusto do setor, enquanto Goiás se destaca pela ampliação significativa de sua participação ao longo do período.

 

“A organização territorial dos planos empresariais segue a lógica da estrutura produtiva do País, refletindo níveis de formalização, renda, dinamismo econômico e geração de empregos”, explica Cechin.

 

Outro ponto de destaque é a melhoria da informação regulatória e a consolidação da segmentação assistencial. Em 2025, 91% dos beneficiários empresariais possuem planos com cobertura hospitalar e ambulatorial. A categoria “não informada”, que no início dos anos 2000 representava mais da metade dos registros, desapareceu quase por completo. Para Cechin, “a qualificação das bases de dados mostra um setor mais maduro e preparado para debates sobre sustentabilidade, inovação e padrões de utilização”.

 

Dados de outubro indicam novos avanços

 

Além da Análise Especial, a NAB 112 atualiza os dados do setor. O Brasil alcançou 53,2 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares, um crescimento de 2,7% em 12 meses, equivalente a mais de 1,4 milhão de novos vínculos.

 

Destes, 83,9% possuem planos coletivos (empresariais e por adesão), e entre eles, 86,9% são empresariais. A expansão é puxada principalmente pelos adultos em idade produtiva e por estados como São Paulo, que sozinho adicionou 587,4 mil beneficiários no período.

 

Os planos exclusivamente odontológicos também avançaram e chegaram a 35,1 milhões de beneficiários, alta de 2,9% em 12 meses (+981 mil vínculos). O setor é majoritariamente coletivo (83,6% dos vínculos) e amplamente empresarial (88,8% dos planos coletivos odontológicos pertencem a empresas). São Paulo lidera novamente em crescimento absoluto, enquanto Alagoas registra a maior queda no período.

 

O relatório ainda destaca a forte correlação entre emprego formal e evolução dos planos coletivos empresariais. Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o estoque de trabalhadores celetistas passou de 47,6 para 49 milhões, avanço de 2,8%, movimento que acompanha o crescimento de 4,4% nos beneficiários empresariais médico-hospitalares no mesmo intervalo.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

 

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Dezembro 2025
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São Paulo, dezembro de 2025 — A adoção da medicina personalizada baseada em genômica pode transformar profundamente o modelo assistencial da saúde suplementar brasileira, com impacto direto na sustentabilidade e nos resultados clínicos, indica a nova edição da série Caminhos da Saúde Suplementar: Perspectivas 2035, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O estudo projeta que a incorporação coordenada de tecnologias de precisão pode gerar economia potencial de R$ 15 bilhões a R$ 25 bilhões ao ano, impulsionada por diagnósticos mais precisos, terapias otimizadas, prevenção personalizada de doenças crônicas e expansão do cuidado domiciliar estruturado. Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.

 

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, a área vive um ponto de virada. “A medicina personalizada tem capacidade real de reorganizar o sistema, permitindo que o setor ofereça cuidado mais eficiente, mais seguro e mais sustentável. Estamos diante de uma mudança estrutural na forma como tratamos, prevenimos e acompanhamos as doenças.”

 

Segundo o relatório, a medicina personalizada já apresenta evidências robustas de benefício em áreas como oncologia, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Em câncer, a precisão terapêutica pode elevar as taxas de resposta de 25% a 30% para 60% a 75%, enquanto na cardiologia a abordagem personalizada reduz 25% a 35% dos eventos maiores. A nutrigenômica — área que relaciona variações genéticas às respostas nutricionais — demonstrou reduzir em 71% a incidência de diabetes tipo 2 em intervenções baseadas no perfil genético individual.

 

O avanço tecnológico também tem sido determinante para viabilizar essa transição. O custo do sequenciamento do genoma completo caiu de US$ 3 bilhões em 2003 para menos de US$ 1.000 em 2023, abrindo espaço para uso populacional, tanto em prevenção quanto em estratificação de risco. A farmacogenômica, por sua vez, já mostra resultados imediatos, com redução de 30% a 50% dos eventos adversos medicamentosos e economia anual média de US$ 5.535 por beneficiário em programas estruturados.

 

Cechin destaca o potencial econômico dessa mudança: “Ao reduzir complicações evitáveis, ajustar o tratamento ao perfil genético e permitir intervenções mais precoces, a medicina personalizada não apenas melhora o desfecho dos pacientes como reduz desperdícios. É uma combinação rara em saúde: melhores resultados com menor custo.”

 

A desospitalização também aparece como elemento central da reorganização assistencial. Iniciativas internacionais de “Hospital at Home” mostram reduções expressivas de custos (32%), tempo de internação (33%) e readmissões em 30 dias (58%). Embora experiências iniciais na saúde suplementar brasileira indiquem resultados promissores, apenas 12–15% das operadoras mantêm programas estruturados de cuidado domiciliar, segundo o estudo.

 

A incorporação integrada de saúde digital — incluindo monitoramento remoto, inteligência artificial e telemedicina — é apontada como habilitadora estratégica da medicina personalizada. Dispositivos de monitoramento contínuo, combinados a algoritmos preditivos, já são capazes de identificar deterioração clínica com até 84% de acurácia, possibilitando intervenções precoces e redução de hospitalizações.

 

Apesar do potencial, o IESS ressalta que o avanço da medicina personalizada enfrenta desafios regulatórios, tecnológicos e educacionais. Entre eles, lacunas na legislação brasileira para dados genômicos, ausência de um marco de não discriminação genética, limitações de infraestrutura tecnológica e baixa capacitação profissional — apenas uma parcela reduzida dos médicos se considera apta a interpretar testes genéticos.

 

Cechin reforça a necessidade de coordenação entre os atores do setor: “Se o Brasil quiser aproveitar essa oportunidade, operadoras, prestadores, reguladores e instituições de pesquisa precisarão se mover juntos. A medicina personalizada exige novos arranjos regulatórios, integração de dados e investimentos consistentes em qualificação profissional.”

 

Para acelerar essa transição até 2035, o estudo propõe quatro pilares estratégicos: infraestrutura genômica compartilhada, programa nacional de nutrigenômica aplicada, expansão estruturada da desospitalização e modelos de remuneração baseados em valor, com reinvestimento das economias obtidas em inovação e ampliação do acesso.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

Dezembro 2025
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São Paulo, 8 de dezembro de 2025 — A judicialização na saúde suplementar pode atingir até 1,2 milhão de novos processos anuais em 2035, caso não haja coordenação institucional e reformas estruturantes. A projeção integra o novo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), “Judicialização na Saúde Suplementar: Desafios Regulatórios e Caminhos para a Sustentabilidade do Setor até 2035”, elaborado com a participação do juiz federal Clenio Schulze. Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.

 

O trabalho mostra que o problema já apresenta crescimento expressivo: entre 2020 e 2024, o volume de ações subiu 112%, alcançando 298,7 mil novos processos no último ano — o equivalente a uma nova ação a cada 1 minuto e 45 segundos. Mantida essa trajetória, o setor poderá conviver com um cenário de forte pressão financeira e regulatória, afetando a previsibilidade e a organização dos serviços prestados aos beneficiários.

 

Além do crescimento, o estudo detalha os principais motivadores da judicialização, que permanecem relativamente estáveis ao longo do tempo. Demandas por medicamentos lideram com 35% dos casos, seguidas por tratamentos médico-hospitalares (30%), reajustes contratuais (20%), órteses, próteses e materiais especiais (10%) e home care (3%). Há também forte concentração geográfica: São Paulo responde por 38% das ações, seguido de Rio de Janeiro (15%), Minas Gerais (9%) e Rio Grande do Sul (8%).

 

Segundo estimativas setoriais, a judicialização consumiu R$ 17,1 bilhões entre 2019 e 2023. Em paralelo, dados da ANS indicam que o setor movimentou R$ 350 bilhões em receitas em 2024, com lucro líquido de R$ 11,1 bilhões, números que refletem um ambiente financeiro que, apesar de robusto, segue pressionado por custos assistenciais crescentes e alta imprevisibilidade regulatória.

 

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, o estudo evidencia que o tema exige ação coordenada e imediata. “A judicialização não é apenas um fenômeno jurídico; é um indicador de que nossas estruturas de diálogo, regulação e mediação ainda não estão funcionando como deveriam. Quando o Judiciário vira porta de entrada do sistema, todos perdem.”

 

O estudo destaca também mudanças recentes no ambiente jurídico. As Súmulas Vinculantes 60 e 61 do STF e o acórdão da ADI 7265, que consolidam a taxatividade mitigada do rol da ANS, reforçam a necessidade de análise administrativa prévia, comprovação científica robusta e consulta ao NAT-JUS. Segundo Cechin, essas decisões ajudam, mas não resolvem sozinhas o problema. “A jurisprudência recente traz mais racionalidade técnica, mas sem alterações nas condutas das operadoras no sentido de fazer valer as decisões recentes do STF, e sem alinhamento entre Judiciário, reguladores e operadoras, continuaremos enxugando gelo. É preciso atacar as causas, não apenas administrar os efeitos.”

 

Enfatiza, ainda, experiências exitosas de desjudicialização. A Notificação de Intermediação Preliminar (NIP) da ANS mantém taxa de resolução superior a 90%, enquanto câmaras de mediação estaduais — como as do Rio de Janeiro e da Bahia — evitaram mais de 80 mil judicializações desde sua criação. O e-NatJus, por sua vez, acumula mais de 272 mil notas técnicas, com crescimento de 40% nas consultas apenas em 2024.

 

No horizonte até 2035, o IESS projeta três cenários:

  • Pessimista: até 1,2 milhão de processos anuais;
  • Realista: estabilização em torno de 400 mil ações/ano;
  • Otimista: redução para cerca de 170 mil ações, com fortalecimento de mediação pré-processual, criação de NAT-Saúde Suplementar e maior transparência regulatória.

 

Cechin ressalta que o futuro depende da capacidade coletiva de implementar reformas. “O Brasil já mostrou que sabe construir soluções inteligentes: NAT-JUS, Conitec e NIP são provas disso. Falta agora integrar essas iniciativas em um modelo coerente, previsível e sustentável. A janela de oportunidade existe — mas não ficará aberta para sempre.”

 

O estudo conclui que a judicialização só deixará de ser o caminho dominante se houver coordenação institucional, modernização regulatória e ampliação de mecanismos administrativos de resolução de conflitos. Para Cechin, esse é o ponto central: “O acesso à saúde não pode depender da capacidade individual de litigar. Nosso desafio é construir um sistema que funcione para todos, sem precisar do Judiciário como mediador permanente.”

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

15º Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar - Painel de Judicialização na Saúde Suplementar

Nome Ana Sobrenome Borges
Submitted by aborges on
Durante a cerimônia de entrega do 15º Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar, realizamos um debate sobre Judicialização na Saúde Suplementar até 2035.
Novembro 2025
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São Paulo, 25 de novembro de 2025 — A qualificação e atualização dos profissionais de saúde será determinante para que o Brasil enfrente o envelhecimento populacional, a multimorbidade de doenças e reduza desigualdades estruturais na formação e oferta de mão de obra no sistema até 2035. O novo estudo da série Caminhos da Saúde Suplementar 2035, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), mostra que o país carece de políticas integradas de desenvolvimento profissional e convive com forte assimetria regional, marcada pela concentração de profissionais nas capitais. Clique aqui e acesse a íntegra.

 

“A força de trabalho em saúde precisa estar preparada para uma sociedade que envelhece rapidamente e que exige competências técnicas, sociais e culturais mais amplas do que as práticas tradicionais contemplam”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS.

 

O relatório destaca que o Brasil não possui uma política nacional obrigatória de capacitação para todas as categorias da saúde e que fragilidades nos currículos e na formação em serviço dificultam o atendimento às necessidades da população. Mesmo com expansão de cursos, a preparação continua insuficiente para estimular competências interprofissionais, sensibilidade cultural e domínio de tecnologias emergentes. Esse descompasso fica evidente na distribuição dos profissionais: municípios com mais de 500 mil habitantes concentram 57,8% dos médicos, com 5,75 por mil habitantes, enquanto municípios com menos de 5 mil têm apenas 0,51.

 

“Sem investir em qualificação permanente, continuaremos formando profissionais que não respondem adequadamente às necessidades reais da população, especialmente nas regiões mais vulneráveis”, destaca Cechin.

 

Entre as recomendações, o estudo defende políticas de desenvolvimento profissional contínuo, fortalecimento da formação interprofissional, maior uso de tecnologias educacionais — como simulação e teleducação — e mecanismos de certificação e acreditação das práticas formativas. A análise também apresenta experiências de Canadá, Austrália e Reino Unido, que adotam sistemas estruturados de atualização com avaliações periódicas, prática reflexiva e documentação sistemática. “Esses países mostram que a formação não termina na graduação. É preciso acompanhar, avaliar e garantir padrões mínimos de competência ao longo de toda a carreira”, complementa Cechin.

 

A capacitação insuficiente impacta diretamente a segurança do paciente e a equidade no cuidado. Falhas formativas contribuem para erros, eventos adversos e desigualdade de acesso, especialmente entre populações vulneráveis. A disparidade é evidente na saúde bucal: 37,17% das crianças de 5 anos nunca foram ao dentista e 46,83% têm cárie não tratada; entre adolescentes de 15 a 19 anos, o índice chega a 43,73%. Na enfermagem, o Sudeste concentra 47,5% dos profissionais, enquanto o Norte registra apenas 3 por mil habitantes.

 

O envelhecimento populacional é apontado como desafio central. O país deverá demandar mais geriatras, profissionais de reabilitação, cuidadores formais, psicólogos e assistentes sociais, ampliando a pressão sobre a força de trabalho. Projeções indicam que, em 2035, o Brasil deve alcançar 5,25 médicos por mil habitantes, mas desigualdades persistirão: o Distrito Federal pode ultrapassar 11,8 por mil habitantes, enquanto estados da Amazônia Legal devem manter densidades reduzidas, como Maranhão (2,43) e Pará (2,56). Para o IESS, fortalecer a formação voltada ao idoso é fundamental para garantir cuidado integral e sustentável.

 

Distribuição desigual dos profissionais de saúde no Brasil

 

O estudo reforça que a distribuição territorial permanece profundamente desigual, afetando o acesso ao cuidado:
Norte — menor densidade de médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas, com escassez acentuada em municípios pequenos.
Nordeste — forte desigualdade entre capitais e interior, com carências em diversas categorias.
Sudeste — concentra a maior parte dos profissionais, apoiado por maior oferta formadora e infraestrutura.
Sul — proporção intermediária, com desigualdades internas persistentes.
Centro-Oeste — distribuição relativamente mais proporcional, ainda insuficiente em municípios menores.

 

O IESS conclui que superar as lacunas atuais exige ação coordenada entre governo, instituições de ensino e serviços de saúde. Políticas estruturadas, valorização profissional e integração interprofissional serão essenciais para consolidar um sistema capaz de oferecer cuidado de qualidade, centrado na pessoa e adequado aos desafios que se intensificarão até 2035.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

 

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Novembro 2025
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São Paulo, 18 novembro de 2025 — Todas as regiões brasileiras registraram aumento no número de beneficiários de planos médico-hospitalares entre setembro de 2024 e setembro de 2025, segundo a 111ª Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O avanço foi generalizado, com destaque para o Norte, que apresentou a maior variação proporcional do País (5,6%), e para o Sudeste, responsável pelo maior crescimento absoluto, com 833 mil novos vínculos no período.

 

Clique aqui e acesse a íntegra da NAB 111.

 

No trimestre (junho a setembro de 2025), todas as regiões também registraram expansão, reforçando a tendência positiva observada desde 2020. O movimento é influenciado principalmente pelo avanço dos planos coletivos empresariais, que representam cerca de 73% de todos os vínculos médico-hospitalares do País.

 

O avanço da saúde suplementar segue alinhado ao comportamento do emprego formal. Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o estoque de empregos celetistas cresceu 2,9%, alcançando 48,9 milhões, enquanto os planos coletivos empresariais avançaram 4,4%, somando 38,8 milhões de vínculos.

 

“O ritmo de expansão dos planos coletivos reflete o dinamismo do mercado de trabalho. A continuidade da criação de empregos formais é fundamental para ampliar o acesso à saúde suplementar em todo o País”, destaca José Cechin, superintendente executivo do IESS.

 

Em termos estaduais, o maior crescimento proporcional ocorreu no Amazonas, com alta de 12,2% em 12 meses, enquanto o maior crescimento absoluto foi registrado em São Paulo, que adicionou 592,3 mil beneficiários no período. O Brasil contabilizou 1,43 milhão de novos vínculos em planos médico-hospitalares entre setembro de 2024 e setembro de 2025, equivalente a um crescimento nacional de 2,8% e totalizando 53,2 milhões de beneficiários.

 

Planos exclusivamente odontológicos 

 

Os planos exclusivamente odontológicos alcançaram 34,9 milhões de beneficiários em setembro de 2025, registrando crescimento de 2,8% em 12 meses e de 2,4% no trimestre. Os maiores destaques percentuais do País foram Santa Catarina, com alta de 6,5%, Espírito Santo, com 5%, e Paraná, com 6%.

 

Síntese dos resultados da NAB 111 — Setembro/2025

(comparação entre setembro de 2024 e setembro de 2025)

 

Planos médico-hospitalares

  • Crescimento nacional: 2,8%
  • Destaque proporcional: Amazonas (12,2%)
  • Destaque absoluto: São Paulo (592,3 mil vínculos)
  • Todas as regiões cresceram no período:
    • Norte: 5,6%
    • Nordeste: 2,8%
    • Sudeste: 2,7%
    • Sul: 2,3%
    • Centro-Oeste: 2,3%

 

Planos exclusivamente odontológicos

  • Crescimento nacional: 2,8%
  • Destaques proporcionais:
    • Santa Catarina: 6,5%
    • Espírito Santo: 5%
    • Paraná: 6%

 

A íntegra da NAB 111 está disponível no site do IESS. 

 

Sobre o IESS

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Novembro 2025
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São Paulo, novembro de 2025 — Uma parcela significativa de beneficiários de planos de saúde ainda não reconhece determinadas práticas irregulares como fraude, de acordo com pesquisa do Vox Populi encomendada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Entre os exemplos citados, 17% dos entrevistados não consideram indevido registrar uma consulta como “urgência” para garantir cobertura; 14% não veem problema em emprestar a própria carteirinha do plano a outra pessoa; e 10% não consideram fraude uma clínica cobrar por exame não realizado.

 

O levantamento ouviu 3,2 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

 

Clique aqui e acesse a íntegra da pesquisa.

 

“Os dados reforçam a necessidade de maior conscientização sobre o uso responsável dos serviços”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS. “O desconhecimento sobre o que caracteriza fraude revela um desafio de comunicação e educação. Mesmo quando não há intenção de lesar, essas práticas distorcem o uso do sistema e impactam os custos para todos os beneficiários”, acrescenta.

 

As fraudes, junto com abusos e desperdícios, estão entre os principais catalizadores de despesas dos planos de saúde – além do grande volume de ações judiciais e do acelerado processo de adição de tecnologias (sobretudo medicamentos de alto custo) ao sistema.

 

A pesquisa mostra que, em geral, a maioria dos beneficiários considera irregulares ações como usar o plano para outra pessoa (85%), declarar informações falsas para contratar o plano (83%) e simular atendimentos não realizados (82%). Ainda assim, uma parcela de entrevistados demonstra incerteza ou tolerância diante de comportamentos reconhecidamente incorretos — um fator que, segundo o IESS, fragiliza a cultura de integridade e o equilíbrio econômico do setor.

 

Além da percepção, o levantamento identificou experiências diretas com práticas irregulares. Entre os beneficiários, 9% afirmam já ter recebido pedido de número da carteirinha e senha para autorizar atendimento, 4% dizem ter sido orientados a registrar um atendimento não realizado, e 5% relatam ter percebido “algo estranho” nas cobranças enviadas ao plano.

 

Entre os que possuem planos com reembolso de consulta (29%), 18% afirmam que o consultório já ofereceu mais de um recibo ou intermediou o processo de reembolso. “Os resultados reforçam a importância de ampliar o debate sobre ética e sustentabilidade na saúde suplementar”, reforça Cechin.

 

A íntegra da pesquisa está disponível no site do IESS, em www.iess.org.br.

 

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São Paulo, novembro de 2025 — O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) já é conhecido pela maioria dos brasileiros e é amplamente percebido como um instrumento que pode melhorar o atendimento e a coordenação do cuidado em saúde, segundo pesquisa do instituto Vox Populi encomendada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

 

O levantamento ouviu 3,2 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

 

Sete em cada dez entrevistados (70% dos respondentes) afirmam já ter ouvido falar sobre o PEP e reconhecem seus potenciais benefícios, como maior agilidade no atendimento, acesso rápido ao histórico clínico e integração entre diferentes profissionais e serviços de saúde.

 

Apesar disso, a pesquisa mostra que a segurança das informações ainda é um ponto sensível: apenas metade dos entrevistados afirma sentir-se segura em ter todos os dados integrados em um único sistema. Entre os que manifestam insegurança, os principais motivos são o medo de vazamento de informações pessoais (57%), o uso comercial dos dados por empresas (11%), a falta de controle sobre quem acessa (11%) e o receio de fraude ou mistura de informações (7%).

 

Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, a percepção revela o desafio de equilibrar inovação tecnológica e confiança pública. “O prontuário eletrônico é um avanço essencial para a eficiência e a qualidade do atendimento, mas depende de confiança e transparência. O cidadão precisa ter clareza sobre como seus dados são protegidos e utilizados, sob responsabilidade das instituições de saúde e das operadoras.”

 

O levantamento também evidencia diferenças regionais no nível de conhecimento sobre o prontuário eletrônico. Em Brasília, São Paulo e Porto Alegre, os percentuais de entrevistados que afirmam conhecer o PEP são mais elevados, enquanto em Manaus e Salvador os índices são menores.

 

Mesmo entre os que não conhecem o PEP em profundidade, há ampla concordância quanto aos benefícios esperados: os entrevistados destacam, de forma espontânea, melhor organização das informações médicas, agilidade no atendimento, redução de erros e integração entre unidades e profissionais de saúde.

 

“Esses resultados mostram que a digitalização da saúde é uma realidade percebida pela população”, afirma Cechin. “Há um reconhecimento claro das vantagens do prontuário eletrônico, mas também um alerta sobre a importância de comunicação, governança e segurança digital.”

 

A íntegra da pesquisa está disponível por esse link: https://www.iess.org.br/biblioteca/pesquisa-iess-1/pesquisa-iess/pesquisa-iess-2025

 

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Novembro 2025
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São Paulo, novembro de 2025 - Queda nas consultas ginecológicas e obstétricas, redução dos partos – especialmente cesarianas –, retração nos exames preventivos e avanço expressivo de métodos contraceptivos de longa duração, como o DIU. Dados da saúde suplementar refletem mudanças importantes no comportamento das mulheres no cuidado com a saúde e são a base do novo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), “Análise do perfil da saúde da mulher entre as beneficiárias: Evolução da produção entre 2019 e 2024”.

 

O trabalho, disponível no site do IESS (clique aqui e acesse a íntegra), promove uma análise integrada das informações e revela uma reorganização consistente das práticas de cuidado feminino ao longo dos últimos anos, sobretudo após a pandemia, além de destacar desafios relevantes para estimular ações preventivas de saúde.

 

“Os dados mostram que as mulheres estão adotando novas escolhas de cuidado e postergando a maternidade, mas também alertam para a necessidade de fortalecer a prevenção. A queda de exames essenciais precisa ser vista com muita atenção”, avalia José Cechin, superintendente executivo do IESS.

 

Ao utilizar dados extraídos do Mapa Assistencial da ANS, referentes aos procedimentos realizados pelos planos de saúde, o estudo observa que, em 2024, 27,5 milhões de mulheres eram beneficiárias da saúde suplementar, ante 25 milhões em 2019, um crescimento de 10% no período. Em agosto de 2025, o número chegou a 27,9 milhões, mantendo a participação feminina em 52,8% dos vínculos ativos.

 

Alerta

 

Mesmo com mais beneficiárias, houve queda em alguns procedimentos entre 2019 e 2024, sobretudo preventivos, como consultas ginecológicas (–12%). Outro ponto de atenção é a redução de 18,4% nos exames Papanicolau e entre 10% e 12% nas mamografias — variação que ocorre porque o estudo acompanha diferentes classificações do exame (convencional/digital, outros tipos e a faixa etária prioritária de 50 a 69 anos), todas apontando queda semelhante.

 

“A pandemia interrompeu fluxos assistenciais e atrasou rotinas de rastreamento. Mesmo após a normalização dos serviços, a retomada da prevenção não avançou no ritmo necessário”, observa Cechin, ao comentar os efeitos remanescentes do período sobre os indicadores de saúde feminina.

 

Os métodos contraceptivos de longa duração avançaram, com crescimento de 33,1% no implante de DIU no período analisado. A queda da fecundidade no país — 1,55 filho por mulher em 2022 — já impacta o padrão de uso dos serviços. As consultas ginecológicas e obstétricas caíram 12% entre 2019 e 2024, acompanhando a redução do total de partos, com quedas de 27,9% nas cesarianas e 9,2% nos partos normais. Ainda assim, a cesariana permanece predominante: 79,8% dos partos na saúde suplementar em 2024, muito acima da recomendação da OMS (10% a 15%).

 

Na oncologia feminina, a mastologia subiu 2,9%, enquanto as internações cirúrgicas relacionadas ao câncer de mama caíram 16,7%, indicando maior detecção precoce, ampliação de terapias menos invasivas e reorganização dos fluxos assistenciais.

 

“Quando vemos menos cirurgias e mais atendimentos especializados, isso sugere avanços importantes na detecção precoce e no manejo clínico. É um movimento positivo que precisa ser consolidado”, conclui Cechin.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

 

Mais informações

LetraCerta Inteligência em Comunicação

Jander Ramon

[email protected]

Novembro 2025
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São Paulo, novembro de 2025 — Possuir carro, casa própria e celular são os três principais desejos dos brasileiros, seguidos por internet, educação, computador e plano de saúde. Os dados constam da nova edição da pesquisa Vox Populi sobre planos de saúde no Brasil, encomendada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), e mostram uma mudança de prioridades dos entrevistados, independentemente de possuir ou não plano de saúde. Clique aqui e acesse a pesquisa.

 

Até a edição anterior do levantamento, de 2021, casa própria, educação e plano de saúde figuravam entre os três principais desejos do brasileiro, tanto para beneficiários quanto para não beneficiários. O Vox Populi alerta, entretanto, que a comparação entre a atual pesquisa e as anteriores, especialmente a de 2021, deve ser feita com cautela e considerar que alterações metodológicas introduzidas em 2025, que incluíram a substituição de “TV a cabo” por “serviços de streaming”, a separação de “computador” e “internet/Wi-Fi” como categorias distintas e o agrupamento de todos os tipos de seguros em uma única opção. Essas mudanças ampliaram as alternativas de respostas possíveis e impactam a ordem de classificação dos itens em relação às pesquisas anteriores, observa o instituto.

 

O plano de saúde figura em sétimo lugar entre os dez itens de maior desejo citados pela população nessa nova edição da pesquisa, ficando à frente de planos odontológicos, seguros e serviços de streaming.

 

O IESS analisa que, feita a ressalva sobre as mudanças metodológicas e suas influências sobre as respostas, a nova pesquisa reflete que o plano de saúde figura dentro dos desejos do brasileiro, mas admite a hipótese de estar se tornando um “sonho distante e de difícil acesso”. Isso porque um conjunto de fatores potencializa o aumento dos custos e reajustes das mensalidades dos planos, encarecendo o preço do produto. É o caso do gigantesco volume de “judicialização predatória” – ações motivadas por demandas não previstas nos contratos e no rol de coberturas e procedimentos –; o processo intenso e “em tempo real” de incorporação de novas tecnologias, especialmente de medicamentos de alto custo, algo sem precedentes no mundo; fraudes; e desperdícios, especialmente de casos de abusos.

 

“A adoção de novas tecnologias é um dos principais catalizadores de custos. O paciente, que é também o beneficiário, demanda e celebra essa incorporação, que amplia a oferta de tratamentos, mas que também envolve aumento de custos”, explica José Cechin, superintendente executivo do IESS. As características que envolvem a saúde suplementar no Brasil encarecem os planos e, para uma parte da população, os altos valores tornam o produto “inacessível”, a ponto de deixar de ser um objeto de desejo. “Vivemos em um país socialmente desigual e heterogêneo. Os valores dos planos de saúde podem estar se tornando algo muito distante da realidade financeira das pessoas e, diante disso, é admissível a hipótese de a pessoa deixar de desejar algo porque se tornou inatingível”, analisa.

 

Ainda no contexto de “acesso”, Cechin destaca o desejo da maioria dos brasileiros especialmente pelo que está a seu alcance financeiro. “O levantamento expressa as mudanças estruturais da vida do brasileiro nos últimos anos, especialmente no aumento do valor atribuído ao carro, ao celular e à conectividade — um reflexo direto da capacidade de consumo e do avanço do empreendedorismo, do trabalho remoto e das novas dinâmicas do mercado nas regiões metropolitanas”, complementa. “Mesmo distante dos primeiros lugares, o plano de saúde permanece entre os desejos mais mencionados — e isso mostra o peso simbólico da proteção à saúde em um país onde o acesso público ainda é desafiador”, reforça.

 

Cechin observa que o resultado demonstra a consolidação do plano como um símbolo de proteção social. “O fato de o plano de saúde aparecer em ambos os grupos, ainda que com intensidades levemente diferentes, mostra que ele já faz parte da cesta de aspirações estruturais do brasileiro — algo que traduz segurança, cuidado e previsibilidade”, conclui.

 

Ranking de desejos:

 

 

Bens e Serviços

Beneficiários de planos de saúde e/ou odontológicos

Não Beneficiários

Casa / apartamento próprio

50%

47%

Celular

40%

37%

Computador / Notebook

23%

24%

Educação

27%

26%

Serviço de streaming TV e/ou música

11%

13%

Plano ou seguro de saúde

18%

19%

Previdência privada

18%

16%

Seguros (automóvel, residencial, vida)

18%

14%

Plano odontológico

9%

12%

O entrevistado pode indicar mais de um item e, por isso, a soma dos itens supera 100%

 

O Vox Populi ouviu 3,2 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde e aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e dos cidadãos em geral. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

 

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Jander Ramon
[email protected]