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Abril 2020
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Desde a semana passada, temos analisado o crescimento do total de beneficiários de planos de saúde (tanto médico-hospitalar quanto exclusivamente odontológicos) registrado pela NAB nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2020. Antes, portanto, de a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o Coronavírus como pandemia.

Agora, a Análise Especial da NAB, que acabamos de publicar, apresenta os fatores econômicos que levaram a este resultado positivo. Os números são particularmente importantes para entendermos o comportamento no segmento médico-hospitalar, já que a contratação destes planos está fortemente ligada a geração de empregos formais. Diferentemente do que ocorre com os planos exclusivamente odontológicos que, por seu custo de acesso ser comparativamente menor, continuaram avançando durante todo o período de crise econômica nacional em que mais de 3 milhões de vínculos com planos médico-hospitalares foram rompidos.

No período analisado, a taxa de desocupação caiu de 12,4% para 11,6%. Apesar de haver um volume expressivo de trabalhadores informais, o resultado decorre principalmente do avanço de 2% no total de trabalhadores com carteira assinada. Em fevereiro de 2019 havia 32,9 milhões de postos de trabalho formal e, este ano, 33,6 milhões.

Juntamente com o incremento no emprego, a renda média real das pessoas avançou de R$2.232 para R$2.252, alta de 0,9%. O que significa que além de as empresas contratarem o benefício para seus colaboradores (comportamento notado nos planos médico-hospitalares), também houve aumento na capacidade das pessoas contratarem planos individuais (comportamento notado nos exclusivamente odontológicos).

Confira o avanço no número de vínculos por setor econômico do período de dez/jan/fev de 2019 e dez/jan/fev de 2020.

A Análise Especial da NAB também faz uma avaliação do comportamento registrado no Centro-Oeste do Brasil, região que mais se destacou no crescimento do número total de beneficiários médico-hospitalares durante o período analisado. Vamos apresentar esta análise em um próximo blog.

Fevereiro 2020
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Desde 2009 é possível detectar dois momentos bastante distintos no mercado de planos de saúde médico-hospitalares, assim como acontece em boa parte da economia nacional e marcadamente na geração de postos de trabalhos com carteira assinada.

 A análise especial da última edição da NAB mostra que a contratação de planos de assistência médica cresceu 18,5% entre 2009 e 2014, chegando a marca histórica de 50,5 milhões de beneficiários. Contudo, com a crise econômica, o País registrou o rompimento de 3,5 milhões de vínculos de 2015 a dezembro de 2019. Queda de 6,9%. Como mostra o gráfico abaixo.

 

aenab1Fonte: SIB/ANS/MS - 12/2019. Elaborado pelo IESS em 10/02/2020

 

Os beneficiários com idade entre 19 anos e 58 anos respondem pela maior parcela de vínculos em todos os anos analisados. Contudo, desde 2014, sua representatividade vem caindo consequentemente, passando de 63,1% em dezembro de 2013 para 61,2% no mesmo mês de 2019. O movimento também foi notado na faixa etária de etária até 18 anos, que passou de 24,5% dos vínculos para 23,9% no mesmo período.

A proporção de idosos, por outro lado, está crescendo. Esse grupo respondia por 12,2% dos beneficiários no término de 2009; 12,4% no fim de 2013; e, 14,9% no encerramento do ano passado. Como pode ser visto no gráfico a seguir.

 

aenab2

 

A análise ainda mostra a variação das taxas de cobertura por faixa etária, região metropolitana, interior e capitais, além de números por tipo de contratação e modalidade da operadora. Confira a íntegra.

 

Novembro 2019
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Qual o peso de diferenças sociais no uso de serviços de saúde? A resposta, certamente, irá mudar de um País para outro e é possível encontrar iniquidades dentro de uma mesma região do Brasil, mas, de modo, geral, ela é bem elevada. Mais do que nós esperávamos.  

A pesquisa Consumer Social Determinants of Health Survey, realizada pela McKinsey, ouviu mais de 2 mil residentes nos Estados Unidos que contavam com algum tipo de cobertura de serviços de saúde não ofertada pelo empregador e constatou que 53% dos respondentes são impactados por ao menos uma iniquidade social. São problemas como segurança na comunidade onde vivem, habitação, suporte social, alimentação e mesmo transporte. 

Entre eles, a insegurança alimentar é a que impacta o maior porcentual de pessoas, 35% dos entrevistados, seguida pela questão da segurança na comunidade, apontada como um problema por 25% das pessoas ouvidas. Entre os temas levantados, o que impacta menos indivíduos é o transporte. Apenas 15% dos entrevistados afirmam que esse é um ponto determinante para o uso de serviços de saúde. 

Por outro lado, necessidades relacionadas ao transporte, inclusive em questões como a dificuldade para chegar em exames e consultas podem fazer com que um beneficiário de plano de saúde tenha 2,6 vezes mais chances de ser internado do que outro que não tem esses problemas. A insegurança alimentar pode aumentar em 2,4 vezes a probabilidade de internação e a falta de segurança na comunidade onde a pessoa vive, 3,2 vezes. 

Por fim, a pesquisa ainda aponta que pessoas com necessidade sociais tem mais chance de apresentar problemas de saúde física e mental e maior utilização de serviços de saúde em relação aos que não têm esses problemas sociais. 

  

IESS_INIQUIDADE-SOCIAL_GRÁFICOS 

Julho 2019
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Mais de 1,5 milhão de vínculos com planos exclusivamente odontológicos foram firmados entre maio de 2019 e o mesmo mês do ano passado de acordo com a última edição da NAB. Com a alta de 6,5%, o segmento já conta com 24,6 milhões de beneficiários. 

Do total de novos vínculos, 68,6% (1 milhão) foram firmados no Sudeste do País. Em São Paulo, foram 464,1 mil novos vínculos. Avanço de 5,6%. Já no Rio de Janeiro, o crescimento foi proporcionalmente maior, de 12,5%. Em números absolutos, contudo, o incremento representa 356,5 mil novos beneficiários. A diferença acontece porque o Rio de Janeiro conta com 3,2 milhões de vínculos enquanto o Estado de São Paulo tem 8,7 milhões. 

Fora do Sudeste, o maior aumento foi registrado no Paraná. O estado registrou 80,3 mil novos vínculos, alta de 6,7%. Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram variações similares entre si, com 28,7 mil (+3,8%) e 28,8 mil (+5,9%) novos beneficiários, respectivamente. No total, a região passou a atender 137,7 mil novos vínculos. 

Rondônia, Amapá e Sergipe foram os únicos Estados com redução do total de beneficiários. Em Sergipe, 4,5 mil planos foram desfeitos, queda de 2,3%. Em Rondônia, foram 6 mil vínculos rompidos. Retração de 5,4%. Já no Amapá, o resultado foi praticamente estável. A redução de 0,7% representa que 319 beneficiários deixaram de contar com o plano que possuíam. 

Amanhã, vamos apresentar os motivo que levam os planos exclusivamente odontológicos a continuar crescendo, inclusive de acordo com a avaliação dos beneficiários detectada pela pesquisa IESS/Ibope. Não perca. 

Julho 2019
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A taxa de cobertura, porcentual da população que detém planos médico hospitalares, tem caído nos últimos anos. Um movimento esperado, já que mais de 3 milhões de vínculos foram rompidos desde dezembro de 2014 e a população brasileira, claro, não deixou de crescer. 

Diferentemente do que acontece com o total de beneficiários que é atualizado todo mês, não há uma aferição mensal da população brasileira. Para termos uma noção precisa de como a taxa de cobertura tem se comportado, utilizamos em nossas contas a projeção do crescimento da população mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que cobre até o ano de 2030 e teve sua atualização mais recente em 2018. 

Mensalmente, publicamos a taxa de cobertura com base no total de beneficiários e na projeção para a população atual na Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB). 

Confira, na tabela abaixo, como essa taxa avançou nos últimos anos. 

 
Tabela 

Julho 2019
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Já faz algum tempo, temos comentado que a recuperação do mercado de planos de saúde médico-hospitalares – que perdeu mais de 3 milhões de beneficiários desde 2014 – passa pelo reaquecimento da economia, especialmente pelo processo de criação de empregos em grandes centros urbanos nos setores de serviços e indústria, que tradicionalmente oferecem o benefício aos seus colaboradores. 

A análise especial da última edição da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) demonstra que foi exatamente esse movimento que levou o Estado de Goiás a ter o maior avanço proporcional de vínculos com este tipo de plano entre maio deste ano e o mesmo mês do ano passado. De acordo com o boletim, o Estado registrou aumento de 4% no total de beneficiários, o que representa a entrada de 44 mil novos vínculos. Com a alta, o Estado passou a contar com 1,1 milhão de beneficiários de planos médico-hospitalares. 

As novas contratações de planos estão diretamente relacionadas ao desempenho do mercado de trabalho formal no Estado, especialmente das indústrias de transformação que atuam na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis e fabricação de produtos alimentícios. Esse setor de atividade econômica é o principal responsável pela contratação de planos coletivos, respondendo por 23% do total. Em seguida, aparece o segmento de Comércio e Reparação, responsável por 14,4% dos vínculos com planos coletivos. 

De acordo com números do Caged, do total de 2,8 mil novos empregos formais registrados em Goiás nos 12 meses analisados, 1,7 mil se concentram no setor de Indústria de transformação. Apesar da diferença entre o total de novos beneficiários e o saldo de emprego, a geração de renda pelos empregos adicionais também pode estar influenciando a contratação de planos, já que este é um dos bens mais desejados pelos brasileiros. Afinal, este é um dos últimos bens que as famílias se desfazem em períodos de crise e um dos primeiros a serem readquiridos quando a situação melhora. 

 

Julho 2019
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As despesas assistenciais das operadoras de planos de saúde (OPS) médico-hospitalares em 2018 somaram R$ 160,1 bilhões. O valor representa um aumento de 10,5% em relação às despesas para atender aos pacientes registradas no ano anterior, de acordo com a análise especial que fizemos do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, apresentada aqui no blog, na última sexta-feira (12/07). 

Foram realizados 1,4 bilhão de procedimentos para atender aos beneficiários de planos médico-hospitalares em 2018, 5,4% a mais do que em 2017. O total de terapias foi o que mais avançou, saltando de 77,2 milhões em 2017 para 93,4 milhões em 2018. Alta de 21%. Além disso, foram realizados 274,4 milhões de consultas, 164,2 milhões de outros atendimentos ambulatoriais (por exemplo, consultas e sessões com nutricionista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e outros procedimentos ambulatoriais), 861,5 milhões de exames e 8,1 milhões de internações. 

Apesar de o volume de terapias ter sido o que mais cresceu na comparação anual, quando olhamos para os valores com as despesas assistenciais, o maior incremento aconteceu em outros atendimentos ambulatoriais. Em 2018, foram R$ 13,3 bilhões ante R$ 10,6 bilhões do ano anterior, alta de 24,9%. Já as despesas com terapias avançaram 23,1%, passando de R$ 10,4 bilhões para R$ 12,8 bilhões. 

As internações são o tipo de procedimento responsável pela maior parcela das despesas assistenciais com beneficiários de planos médico-hospitalares. Foram R$ 68,2 bilhões investidos em 8,1 milhões de internações em 2018. No período de 2017 e 2018, houve crescimento na quantidade de internação, mesmo com a queda do número de beneficiários, e a tendência observada nestes dois anos é de que o movimento deve continuar a crescer, dado o rápido envelhecimento da sociedade brasileira, especialmente se não avançarmos em agendas de Promoção de Saúde, Prevenção de doenças, Coordenação do Cuidado e Atenção Primária à Saúde (APS). 

Também vale notar que as despesas assistenciais das OPS com os beneficiários de planos médico-hospitalares complementam o total executado pelo Governo Federal com o Sistema Único de Saúde (SUS) ao longo de 2018. De acordo com o Portal da Transparência, mantido pela Controladoria Geral da União (CGU), o Governo Federal contava, em 2018, com um orçamento total de R$ 121,9 bilhões para a saúde como um todo e executou R$ 108,2 bilhões. Nesse mesmo ano, a saúde suplementar somou mais R$ 160,1 bilhões com as despesas assistenciais para atender cerca de 47,20 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares (isso sem contar despesas administrativas e tributos). 

Todo esse investimento tem um importante fator social também para os não beneficiários da saúde suplementar. Uma vez que, ao atender um quarto da população brasileira, o sistema de saúde privado colabora para a saúde dos Brasileiros. 

Julho 2019
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Mais de 263 mil novos vínculos empresariais foram firmados com planos de saúde médico-hospitalares entre maio deste ano e o mesmo mês de 2018. Alta de 0,84% segundo a última edição da NAB, que acabamos de publicar. 

O resultado está diretamente ligado ao aquecimento do mercado de trabalho, já que esse tipo de plano é oferecido pelo contratante aos colaboradores, seja para atrair e reter talentos, seja por força de acordos coletivos entre os sindicatos patronais e os dos trabalhadores. 

No geral, 100,3 mil novos beneficiários passaram a contar com um plano médico-hospitalar nos 12 meses encerrados em maio de 2019. O resultado é inferior ao aumento dos planos empresariais porque houve uma redução de 1,18% no total de vínculos individuais/familiares, aqueles contratados diretamente pelo beneficiário. No período analisado, foram rompidos 107,8 mil vínculos deste tipo. 

Além disso, os planos coletivos por adesão, aqueles contratados e mantidos pelos trabalhadores por meio de vínculo com sindicatos, também tiveram um ligeiro recuo, de 0,21%. O que equivale a 13,1 mil beneficiários deixando de contar com o plano em maio deste ano ante maio passado.  

Goiás, São Paulo e o Distrito Federal foram as unidades da Federação com o maior número de novos vínculos. Já o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul foram os Estados em que mais beneficiários deixaram de contar com os planos. 

Não deixe de acompanhar, aqui no Blog, mais detalhes sobre o total de planos médico-hospitalares e o resultado dos planos odontológicos nos próximos dias. Você também pode conferir os números no IESSdata. 

Junho 2019
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“Conhecimento é poder.” Ainda que, ironicamente, não se saiba quem cunhou a frase comumente atribuída a Francis Bacon, um dos pais da ciência moderna, não há como refutar sua verdade. 

Aqui no Blog, costumamos apontar a necessidade de indicadores de qualidade publicados de forma transparente para poder avaliar e escolher os prestadores de serviço médico a quem confiaremos nossa saúde e, em última análise, nossas vidas e de nossos entes queridos. Mas a realidade é que a necessidade de conhecimento sobre os dados do setor começa muito antes disso. 

Quantos são os beneficiários de planos médico-hospitalares ou exclusivamente odontológicos? Qual o perfil dessa população (idade, gênero, hábitos de vida etc.)? Quais as patologias mais frequentes? Como a população nacional está envelhecendo? Essas são apenas algumas das perguntas fundamentais para o desenvolvimento de políticas e programas de promoção de saúde efetivos. 

Se formos pensar de forma um pouco mais ampla, também é possível relacionar o que está acontecendo na economia nacional e como isso afeta o setor de saúde suplementar. Como o período de queda do PIB e o saldo de emprego em cada região do país afetaram a evolução do número de beneficiários? A partir dessa ferramenta é possível visualizar informações de diferentes fontes, mas que os gestores do setor devem ficar atentos para assegurar a capacidade econômico-financeiro de suas empresas continuarem a prestar serviços de saúde com qualidade assistencial satisfatória às vidas em suas carteiras de beneficiários. 

E por que parar nos beneficiários ou gestores do setor? Essas e outras informações também são fundamentais para acadêmicos e pesquisadores repensarem os modelos atuais, detectarem pontos fortes e fracos e, mais importante, oportunidades de aprimoramento. 

É para ajudar a todos que procuram informações sobre o setor de saúde suplementar e a economia nacional que mantemos o IESSdata. Uma plataforma online que permite a consulta de alguns indicadores mencionados nesse texto e muito mais. Tudo de forma rápida e prática, com filtros para seleção das informações e disposição de dados em gráficos interativos ou tabelas, para facilitar ainda mais. 

Junho 2019
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No total, 171,9 mil vínculos foram firmados entre as operadoras de planos de saúde médico-hospitalares e beneficiários com 59 anos ou mais entre abril de 2019 e o mesmo mês do ano anterior. Uma alta de 2,5%. Com isso, esse grupo já totaliza 6,9 milhões de beneficiários no País. 

Entretanto, de acordo com a última edição da NAB, apenas esta faixa teve aumento do total de vínculos no período analisado. No total, o setor permaneceu praticamente estável, com ligeira variação positiva de 0,01% ou alta de 5,8 mil beneficiários. 

Isso aconteceu porque enquanto o total de beneficiários na última faixa etária avançou, o de beneficiários mais novos recuou. O total de vínculos com beneficiários de até 18 anos recuou 0,4% de abril de 2019 ante abril de 2018. O que representa o rompimento de 45,2 mil vínculos. Já na faixa etária de 19 anos a 58 anos, que responde pela maior parcela de beneficiários no Brasil, registrou recuo também de 0,4%. Em abril de 2018 havia 29 milhões de beneficiários nesta faixa etária e, em abril este ano, 28,9 milhões. Uma perda de 120,9 mil vínculos. Claro, a redução de beneficiários nas duas faixas não se deve exclusivamente ao rompimento de vínculos com planos de saúde médico-hospitalares, mas também ao envelhecimento da população. Contudo, não há dados para aferir precisamente quantos beneficiários migraram de faixa etária no período. 

Também é importante notar que o crescimento acelerado de beneficiários nas faixas etárias mais avançadas simultaneamente ao declínio de beneficiários mais novos pode gerar descompasso financeiro no longo prazo. Especialmente em função do pacto intergeracional. Um critério fundamental para os cálculos atuariais de formação de preço e sustentabilidade financeiro-econômica dos planos de saúde, como já comentamos aqui no blog.  

Os números da NAB também estão disponíveis para consulta detalhada, de forma rápida, prática e interativa, no IESSdata. Se você precisa de informações sobre o setor, seja para pesquisas acadêmicas ou para apoiar a tomada de decisões dos gestores de sua empresa, não deixe de conhecer essa importante ferramenta.