Fee-for-service (FFS). Se você estuda o setor de saúde ou acompanha o nosso blog, certamente já ouviu e leu bastante sobre o tema. E provavelmente, assim como nós, deve ter chegado à conclusão de que este modelo de remuneração de serviços de saúde – um dos mais comuns no mundo, se não o mais comum – oferece incentivos perversos para o setor, premiando o desperdício e a ineficiência.
Então, o que vamos falar agora pode até ser um choque, mas o modelo não é de todo negativo! Calma, não estamos defendendo que ele permaneça como o padrão para determinar a remuneração de todo o setor. Acreditamos firmemente que o FFS gera incentivos negativos, contribuindo para o aumento dos custos além de comprometer a sustentabilidade da saúde suplementar. Usado como modelo único de remuneração, ele deixa uma lição bastante triste: o desperdício compensa.
Não é coincidência que três dos cinco países com inflação médica mais elevada no mundo utilizem o FFS como modelo de pagamento de serviços de saúde, como apontamos no estudo “Fatores associados ao nível de gasto com saúde: a importância do modelo de pagamento hospitalar”. O modelo, entretanto, tem suas vantagens.
Acreditamos que variadas formas de remuneração geram diferentes incentivos a depender do tipo de atenção à saúde no qual são aplicados. Por exemplo, o DRG (grupo de diagnóstico, em tradução livre), criado inicialmente como uma ferramenta para medir a utilização de recursos por equipes diferentes relativamente a um mesmo procedimento em um mesmo estabelecimento de saúde, foi adaptado como remuneração ao se estabelecer um valor fixo para o tratamento de cada condição de saúde determinada por um DRG. A partir daí, se os prestadores forem mais eficientes e conseguirem restaurar a saúde do paciente mais rapidamente do que o previsto, terão uma remuneração proporcionalmente maior. Se houve alguma falha e o paciente recebeu alta, mas teve que ser readmitido, o estabelecimento deve prestar o atendimento adequado sem, no entanto, receber acréscimos remuneratórios.
Por outro lado, há casos em que não é possível estipular um padrão de atendimento e precificar seu custo. Especialmente quando pensamos em eventos extremos, como tratamento de traumas múltiplos causados por acidentes de automóveis; transplante de rins ou de coração, que podem ter circunstâncias muito diversas de um paciente para outro; ou tratamentos demandados pelo nascimento de bebês prematuros.
Para todos os casos em que não é possível trabalhar com previsibilidade e, portanto, não há uma noção real dos gastos que podem estar envolvidos, o DRG deixa de ser interessante. Claro, o FFS pode incentivar o desperdício também nesses casos. Além disso, há diversas outras formas como empacotamento, capitation etc.
Como equacionar a questão? O setor de saúde já procura essa resposta há pelo menos 30 anos. Em nossa opinião, não há modelo perfeito. Ao menos não um formato universal.
Da mesma forma que cada País tem suas peculiaridades, incentivamos que os diversos modelos de remuneração sejam combinados para chegar em um resultado que atenda as particularidades do mercado brasileiro.
O fundamental é garantir que os incentivos financeiros estejam alinhados aos interesses dos pacientes. O que tende a reduzir desperdícios e, consequentemente, possibilitar o atendimento de qualidade a mais pessoas com mais celeridade.
Se você tem um trabalho nessa linha ou mesmo discordando dela, não deixe de inscrevê-lo no IX Prêmio IESS de Promoção Científica em Saúde Suplementar!
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As despesas assistenciais das operadoras de planos...Em sua 9° edição, o Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar premiou 45 trabalhos acadêmicos que têm ajudado a aperfeiçoar o setor. Mas quais foram as instituições de ensino em que mais trabalhos vencedores foram produzidos?
Antes de responder essa questão, vale lembrar que os trabalhos são enviados para a comissão avaliadora sem qualquer identificação de autor, orientador ou instituição de ensino. Com essa medida, garantimos a imparcialidade na avaliação, tornando o processo mais justo e equânime, assegurando que o foco dos avaliadores esteja apenas na qualidade acadêmica do trabalho submetido para avaliação.
Consideração feita, rufem os tambores! Vamos à lista das entidades mais premiadas pelo Prêmio IESS:
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a primeira colocada disparada com 9 trabalhos vencedores. Mas, em prol da transparência – questão que sempre defendemos – valem algumas considerações sobre as posições da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC).
Para chegar ao total de 8 trabalhos vencedores da FGV, e ficar com o segundo lugar no ranking, computamos os ganhadores da FGV-SP (6) e FGV-RJ (2). Algo similar acontece com a PUC. Sendo que o campus do Rio Grande do Sul tem 2 trabalhos laureados e os de Minas Gerais, Paraná e São Paulo têm um cada.
Ou seja, desagregando por Estado, o Ranking manteria a UFMG em primeiro lugar; em segundo, empatados, aparecem FGV-SP e USP, com seis trabalhos; a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em quarto, com 3 vencedores; e, completando as cinco primeiras colocações estão a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), a Faculdade De Direito Milton Campos (FDMC), a FGV-RJ, a PUC-RS, a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) empatadas com dois trabalhos laureados cada.
Gostou do resultado? Quer manter sua instituição no topo da lista? Ou acha que sua instituição poderia ter vencido mais prêmios? Consulte o regulamento, inscreva agora seu trabalho no IX Prêmio IESS e faça parte dessa história.
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O setor da saúde é muito dinâmico e complexo, esta...IESS apresenta estudos inéditos em seminário sobre obesidade
https://www.editoraroncarati.com.br/v2/Artigos-e-N...As despesas com terapias foram as que mais cresceram no setor de saúde suplementar em 2018. A alta foi de 31,3% segundo o Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH), que divulgamos na última semana. O grupo de procedimentos engloba serviços como hemoterapia, litotripsia extracorpórea, quimioterapia, radiologia intervencionista, radioterapia, terapia renal, fisioterapia etc.
Grande parte deste aumento está relacionado à incorporação de novas tecnologias, ou seja, medicamentos, procedimentos e aparelhos para os tratamentos. Contudo, o superintendente executivo do IESS, José Cechin, afirma que esse não é necessariamente um processo negativo. Confira no vídeo abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=9smWTeeO018&t=1s
Claro, é fundamental combater aumentos de despesas desnecessárias porque, em última análise, elas pesam na conta para os beneficiários, tornando o acesso aos planos de saúde mais caro. O que não é positivo para ninguém, como destaca Cechin.
Além dos custos de Terapias, o VCMH/IESS também registrou avanço nas despesas com Serviços Ambulatoriais (+19,7%), Internações (+16,5%), Consultas (12,3%) e Exames (+9,9%).
Continue acompanhando nosso blog para outras análises sobre o indicador.
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Na última semana, o Fórum Healthcare Business – FH...Inadimplência é risco para a saúde suplementar
“Teremos o custo Covid e o custo ‘não Covid’”, dis...Na última semana, a Reuters noticiou uma investigação realizada pelo Federal Bureau of Investigation (FBI), dos Estados Unidos, que apura fraudes de mais de R$ 600 milhões em vendas de equipamentos médicos das empresas Johnson & Johnson, Siemens, GE e Philips ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.
Apesar de o caso não envolver diretamente a saúde suplementar, reforça a necessidade de adotarmos mecanismos de transparência e combate às fraudes no setor como um todo (tanto saúde pública quanto privada). Para incentivar o debate e a adoção de práticas nesse sentido, desenvolvemos o estudo “Arcabouço normativo para prevenção e combate à fraude na saúde suplementar no Brasil” em conjunto com a PwC Brasil – aproveite para rever a diferença entre fraude e corrupção e dos tipos de fraudes na saúde.
Mas não é apenas para prevenir “atos de má fé” que o setor precisa avançar em uma agenda de transparência. Outros dois pontos fundamentais nesse debate são o combate ao desperdício e, ainda mais importante, a segurança assistencial dos pacientes.
Vale lembrar, quase R$28 bilhões foram gastos desnecessariamente com contas hospitalares e exames apenas em 2017. Ainda não há números de 2018, mas até o momento nada indica que o setor avançou nessa seara e reduziu essa parcela desnecessária das despesas assistenciais das Operadoras de Planos de Saúde (OPS). Para entender a gravidade da situação basta pensar que o montante equivale a aproximadamente 20% das despesas assistenciais naquele ano. Dinheiro que poderia estar sendo utilizado para o atendimento de outros beneficiários, desenvolvimento de programas de promoção da saúde ou, em última análise, se não fosse gasto poderia influenciar o cálculo do reajuste das contraprestações, determinando um avanço menor dos custos para se manter um plano médico-hospitalar.
Claro, para isso ser possível, como já mostramos aqui, é fundamental repensarmos o modelo de remuneração dos prestadores de serviço de saúde. Afinal, o fee-for-service (modelo atual) premia o desperdício ao invés de puni-lo. Temos uma série de materiais sobre outros modelos de remuneração que poderiam auxiliar nessa empreitada e podem ser acessados facilmente em nossa Área Temática.
Já na linha de segurança assistencial do paciente, a maior referência sobre a falta de transparência e seus impactos é o Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil. Afinal, mais transparência poderia combater os erros e falhas que causam a morte de 6 pacientes nos hospitais no Brasil a cada hora, consomem R$ 10,6 bilhões e inviabilizam o uso de 14,3 milhões de leitos-dia.
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Em meio a restrições orçamentárias cada vez mais s...Desde o começo do ano, temos mostrado iniciativas na saúde suplementar em que a aplicação de novas tecnologias está possibilitando mudanças no cenário atual ou, ao menos, projetando possibilidades muito interessantes para o desenvolvimento do setor no futuro. É o caso, por exemplo, dos novos aplicativos apresentados na Consumer Eletronics Show (CES); dos avanços de Google, Apple, Amazon e Microsoft com smartspeakers; da clínica Ping An Good Doctor, que realiza 50 milhões de atendimentos diagnósticos por mês apenas por meio de inteligência artificial; e das inovações apresentadas na South by Southwest (SXSW), entre outros.
Claro, não somos os únicos a acompanhar os últimos avanços tecnológicos e o potencial que eles têm para mudar o mercado. Recentemente, Michael Reddy, presidente da Healthcare Weekly – revista dos Estados Unidos focada em inovações na saúde –, escreveu um artigo elencando as 9 tecnologias com as quais todo executivo do setor deveria estar animado.
A primeira delas? Inteligência artificial (IA). Além dos empregos já explorados para a tecnologia, como o diagnóstico na Ping An Good Doctor ou a viabilidade de agendar consultas e muito mais por meio dos smartspeakers, Reddy aponta três que a IA será fundamental para o futuro do segmento – especialmente por sua capacidade de mitigar e prevenir riscos. Três formas de fazer isso seriam:
• Lembretes automáticos. Solução ideal para monitorar e garantir que os remédios corretos sejam tomados no tempo certo.
• Identificar perfis de risco. Descobrir pessoas que precisam de atenção médica e alertar equipes especializadas para atuar de forma personalizada. O IBM Watson está sendo testado, por exemplo, para atuar em casos de pessoas com vício em opioides (morfina, codeína, metadona etc.).
• Possibilitar o uso personalizado de medicamentos de acordo com características fisioquímicas de cada indivíduo.
• Para conhecer as outras oito tecnologias apontadas por Reddy, sugerimos ler o artigo original (infelizmente disponível apenas em inglês).
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IESS lança cartilha de práticas sustentáveis em planos de saúde
https://www.revistaapolice.com.br/2021/09/iess-lan...Número de beneficiários de planos odontológicos cresce 10,1% em 12 meses
https://jornalacoplan.com.br/2021/09/27/numero-de-...Número de beneficiários de planos odontológicos cresce 10,1% em 12 meses
https://revistacapitaleconomico.com.br/numero-de-b...A nona edição do Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar está chegando! Estamos acertando os últimos detalhes do edital com as regras para inscrição e premiação tanto de trabalhos de pós-graduação (especialização, MBA, mestrado ou doutorado) quanto dos pôsteres – que inclui trabalhos de graduação.
Se você está fazendo um trabalho, fique de olho aqui no Blog ou em nossos canais nas mídias sociais (Facebook, LinkedIn e Twitter) para acompanhar as novidades sobre data e regras de inscrição, premiação e cerimônia de entrega.
Enquanto aguarda as novidades e a abertura das inscrições, você também pode aproveitar para conhecer (se é que ainda não conhece) o IESSdata, nossa plataforma que reúne de forma prática todos os indicadores do setor e da economia nacional para apoiar a tomada de decisão pelos gestores da saúde suplementar e a coleta de informações pelos pesquisadores e acadêmicos. Uma ferramenta potente e rápida para te apoiar.
Claro, se quiser ver análises além dos dados brutos, o meio mais rápido é acessar nossa Área Temática, na qual apresentamos alguns dos mais relevantes temas para o setor de saúde suplementar disponibilizados em nosso portal. Outra opção é pesquisar por termos específicos em nosso mecanismo de busca no canto superior direito do site – nós mantemos um trabalho de “tagueamento” constante para possibilitar pesquisas ágeis e efetivas.
Estamos fazendo nossa parte para fomentar a produção acadêmica e a disseminação de conhecimentos com foco em saúde suplementar. Esperamos ansiosos para ver o que o restante do setor está desenvolvendo!
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IESSdata disponibiliza dados atualizados do setor de saúde suplementar
O IESSdata é uma ferramenta gratuita de pesquisa i...Empresas estão contratando planos de saúde
Na última semana, comentamos que os planos exclusi...Já se cadastrou no IESSdata?
O IESSdata, nossa plataforma online que permite a ...Acaba de sair a nova edição do “Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar”. Segundo o boletim, o total de pessoas empregadas com carteira assinada na cadeia da saúde suplementar continua crescendo. O segmento criou 119,4 mil postos de trabalhos formais entre março de 2019 e o mesmo mês do ano anterior, o que corresponde a um crescimento de 3,5%. No mesmo período, o total de empregos com carteira assinada criados no Brasil avançou apenas 0,9%.
O boletim mensal apresenta o desempenho do setor (que engloba os fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos; prestadores de serviços de saúde; operadoras e seguradoras de planos de saúde). Com o incremento, o setor representa 8,2% dos 43,4 milhões de postos de trabalho formais no País. O que equivale a 3,6 milhões de empregos.
O que preocupa, no entanto, é que tanto o total da economia quanto a cadeia de saúde suplementar têm apresentado desaceleração do crescimento. Para se ter uma ideia, entre março de 2017 e o mesmo mês de 2018, o setor criou 140,6 mil vagas formais de trabalho. Cerca de 21 mil a mais do que foi registrado no período analisado nesta edição do boletim.
A redução do índice de confiança para investimentos no País pode ter sido um fator determinante neste cenário. Vale lembrar que relatório divulgado essa semana mostrou que, pela primeira vez desde 1998, o Brasil deixou a lista dos 25 países mais confiáveis para o investimento estrangeiro.
Além da criação de postos de trabalho com carteira assinada, o levantamento do IESS indica que o fluxo de empregos no setor (a diferença entre contratação e demissão) teve saldo líquido 4,5 mil em março desse ano, ou seja, menos da metade do registrado no mesmo mês em 2018. Na economia como um todo, março de 2019 teve resultado negativo de 43,1 mil postos formais de trabalho, enquanto no último ano registrou saldo positivo de 56,1 mil vagas.
Seguiremos apresentando novos dados do setor nos próximos dias. Esses e outros números podem ser encontrados no IESSdata, ferramenta que reúne, de forma dinâmica e interativa, toda a base de dados da saúde suplementar combinada com outros dados econômicos.
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Empregos na saúde seguem em alta no País
A cadeia produtiva da saúde encerrou o terceiro tr...Relatório de Emprego Especial - Setor Público
Em função do cenário de pandemia de COVID-19, caus...Diminui crescimento do emprego na Saúde Suplementar
o total de pessoas empregadas com carteira assinad...Sinistralidade, mutualismo, regime financeiro de repartição simples, pacto intergeracional. Complexo, o setor de saúde suplementar também possui uma série de expressões e termos que podem até assustar, mas são de fácil compreensão. Entendemos que o esclarecimento de das especificidades do segmento é de grande importância para o desenvolvimento do segmento e esta é uma de nossas missões.
Foi com isso em mente que lançamos recentemente a cartilha “Reajuste dos Planos de Saúde”, que traz um manual simples para a compreensão do público em geral sobre o tema. A publicação também esclarece diversos aspectos relacionados com o setor, como os que citamos ali em cima. Mas afinal, o que é pacto intergeracional? A gente explica!
Sempre falamos sobre a sustentabilidade do setor de saúde suplementar no País e de como um dos fatores que influenciam nisso é a mudança de perfil da população e o envelhecimento. Com o passar da idade, aumenta a incidência de doenças crônicas que exigem mais cuidados médicos, exames de alta complexidade e internações mais frequentes. Ou seja, é natural que os mais idosos usem mais os serviços do plano de saúde e que o gasto também seja maior.
Portanto, nossa legislação permite que os grupos de risco sejam organizados por faixa etária. Além disso, estabelece um limite de idade a partir do qual não poderão incidir reajustes em função da faixa etária. Até esse limite, de 59 anos, no entanto, é necessário que os reajustes aconteçam para garantir o equilíbrio do sistema – entre aqueles que usam mais e os que usam menos.
O pacto intergeracional determina, basicamente, que as pessoas mais jovens, em tese mais saudáveis, paguem um pouco a mais do que seria indicado pelo seu perfil de uso dos serviços de saúde e, em contrapartida, os beneficiários nas últimas faixas etárias paguem um pouco menos. Isso permite a permanência dos idosos nos planos de saúde, já que na maioria dos casos suas fontes de renda são aposentadorias, geralmente com valores modestos.
Com o intuito de responder uma demanda do “Estatuto do Idoso” – que visa a não discriminação dos idosos nos planos de saúde devido à variação de valores em razão da mudança de faixa etária - ficou definido que a partir da faixa etária de 59 anos ou mais não fosse ultrapassado o valor da mensalidade em seis vezes em relação a primeira faixa etária.
Ficou mais claro agora? Confira a publicação na íntegra e entre em contato conosco em caso de dúvidas.
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https://revistacapitaleconomico.com.br/numero-de-b...Como se sabe, o segmento de saúde suplementar é complexo, envolve diferentes agentes, serviços e prestadores de serviços. Exatamente por essa pluralidade, é que se faz necessária cada vez maior conjunção dos diferentes implicados em prol do aperfeiçoamento dessa cadeia. Com isso em mente, realizamos eventos periódicos reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater e viabilizar alternativas e ferramentas para a saúde privada brasileira, como você pode conhecer aqui.
Foi com esse mesmo objetivo que a Federação Nacional da Saúde Suplementar (FenaSaúde) realizou hoje (23) o 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar, em São Paulo, que reuniu especialistas e profissionais de comunicação. O tema do evento foi justamente um dos assuntos que mais temos abordado nas últimas semanas: a Atenção Primária à Saúde (APS).
“Pessoas são complexas e todos precisamos ver o indivíduo em seu aspecto mais amplo. Não apenas a doença”, apontou Gustavo Gusso, professor de Clínica Geral e Propedêutica da Universidade de São Paulo (USP). Para o especialista no tema, a APS é um modelo eficiente na prevenção de doenças e promoção à saúde. “A vantagem de se conhecer o paciente previamente e em sua completude é enorme. Os estudos mostram que os países com menor índice de atenção primária são aqueles que tem enfrentado os maiores índices de escaladas do custo, como os Estados Unidos. Sabemos que não é mera coincidência”, conclui.
O evento ainda contou com debates entre jornalistas, assessores de Comunicação, gestores e tomadores de decisão no setor de saúde suplementar abordando os vários aspectos que norteiam a APS dentro do contexto brasileiro e mundial. “O modelo de assistência brasileiro segue fragmentado e voltado apenas para o tratamento da doença, não envolvendo os demais aspectos da vida do paciente e o acompanhamento nos diversos momentos da vida”, comentou João Alceu Amoroso Lima, presidente da FenaSaúde, na abertura.
O ciclo de debates ainda contou com a participação de José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde; Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional da Saúde Suplementar; Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor e presidente do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP Pesquisas); Juliana Pereira, diretora executiva de Clientes da Qualicorp e ex-secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon); Sandro Leal, superintendente de Regulação da Federação; e Fernando Pesciotta, vice-presidente da CDN Comunicação Corporativa.
Seguiremos apresentando detalhes do evento nos próximos dias. Acompanhe.
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https://revistacapitaleconomico.com.br/numero-de-b...No início do mês apresentamos, aqui no Blog, um estudo realizado nos Estados Unidos indicando uma potencial economia de ao menos US$ 40 bilhões em gastos com saúde se o governo daquele país subsidiasse 30% dos gastos da população com frutas e verduras.
Agora, um trabalho realizado pelo departamento de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em parceria com Harvard (EUA), Cambridge (Inglaterra) e Queensland (Austrália) aponta que mais de 63 mil mortes por câncer poderiam ser evitadas anualmente no Brasil apenas com a adoção de cinco hábitos de vida mais saudáveis.
As cinco mudanças de estilo de vida sugeridas na pesquisa já foram abordadas por aqui: passar a praticar atividades físicas; abandonar o hábito de fumar; reduzir ou evitar o consumo de álcool; combater o excesso de peso; e, ter uma alimentação mais saudável.
O estudo, publicado na Cancer Epidemiology, uma das revistas científicas mais respeitadas, indica que além das vidas salvas, seria possível prevenir 114 mil novos casos da doença. O que equivale a mais de um quarto dos casos registrados a cada ano no País.
O assunto é especialmente importante frente à projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a incidência de câncer deve crescer 50% no Brasil, até 2025, em decorrência do envelhecimento da população. O que reforça nossa percepção de que precisamos, urgentemente, focar em programas de promoção de saúde. Pesquisas como esta da USP nos dão ótimos subsídios para esse debate e para a estruturação dessas políticas.
Vale lembrar, o papel das empresas na elaboração dessas ações é vital, tanto para a saúde de seus colaboradores como para o resultado financeiro da própria companhia, como já apontamos aqui.
Para saber mais sobre a elaboração de programas de promoção da saúde nas empresas, vale rever a palestra de Alberto Ogata, diretor da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e avaliador do Prêmio IESS na categoria Promoção da Saúde, Qualidade de vida e Gestão em Saúde, no 3º Seminário IESS de Promoção de Saúde nas Empresas.
