Trabalho, inédito, aponta que o local de residência, a idade e o nível de educação são fatores determinantes para uma pessoa contar com um plano de saúde individual no Brasil e destaca que esses planos atendem a pessoas mais velhas e com maior prevalência de doenças crônicas do que a média da população brasileira. O que, na prática, gera um risco conhecido como “seleção adversa”: a maioria dos contratantes dos planos é formada por pessoas que necessitam de cuidados de saúde e usam o benefício para acessar esses serviços.
Trabalho inédito estima que cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos das operadoras de planos de saúde do País com contas hospitalares e exames, em 2015, foram gerados indevidamente, decorrendo de fraudes e desperdícios com procedimentos desnecessários. Isso representa 19% do total das despesas assistenciais realizadas pelas operadoras de planos de saúde.
Trabalho produzido pelo IESS desmistifica o conceito de que planos de saúde contam com renúncia fiscal para sua existência. O TD “Deduções fiscais das despesas com saúde do Imposto de Renda: análise focada nos planos de saúde” demonstra que, em 2012, as despesas assistenciais das operadoras somaram R$ 80,22 bilhões (em 2015, foram R$ 117,9 bilhões). Já, no mesmo ano, foram descontados R$ 9,1 bilhões de deduções do Imposto de Renda (R$ 3,3 bilhões de IRPJ e R$ 5,8 bilhões de IRPF).
Estudo do IESS aponta que o envelhecimento elevará o total de internações de beneficiários em mais de 30% até 2030. Apenas para faixa etária de 59 anos ou mais, o total de internações vai mais que dobrar no período. Desafio está no dimensionamento de rede de atendimento e promoção da saúde dos beneficiários
