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Julho 2017
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Já está disponível a 34° edição do Boletim “Conjuntura - Saúde Suplementar”. A publicação faz uma análise das variáveis socioeconômicas relevantes ao desempenho do setor de saúde suplementar, consolidando as informações macroeconômicas brasileiras do 1° trimestre de 2017 e analisando seus desdobramentos para esse mercado.

O destaque dessa edição é  a análise especial "O desemprego e a variação do número de beneficiários nos estados", que apresenta a relação que existe entre a taxa de desemprego com a queda do número de beneficiários de planos coletivos empresariais por região no Brasil. Dados que, certamente, iremos analisar aqui no Blog nos próximos dias. Não perca! 

Junho 2017
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Já falamos aqui, inúmeras vezes, sobre a importância de tornar mais racional o uso dos recursos disponíveis na saúde, gerando redução de custos sem prejuízo a qualidade assistencial. Entre as medidas as medidas que defendemos, estão questões como o aumento de transparência para reduzir erros e evitar fraudes e a mudança do modelo de remuneração dos prestadores de serviço

Hoje, porém, a coluna Broadcast, do Estadão, mostrou um estudo do Advance Medical Group que aponta mais uma solução neste sentido: de acordo com a pesquisa, mais da metade (51%) das idas ao pronto-socorro poderiam ser solucionadas por plataformas de orientação médica especializada, acionadas, inicialmente, por telefone. O que poderia gerar uma economia de R$ 10 bilhões por ano.

No Brasil, o estudo analisou e concluiu que muitos dos problemas mais frequentes apresentados nos serviços de urgência poderiam ser resolvidos de forma mais ágil e eficaz por meio de triagem e identificação dos cuidados corretos, por vezes dentro de casa, desde que haja a orientação médica adequada. Entre as cinco causas mais frequentes entre as pessoas que buscam o pronto-socorro estão gripes, resfriados, dor de cabeça, febre e dores nas costas. Questões que dificilmente se enquadrariam no critério de urgência, que os prontos-socorros deveriam atender.

O Brasil precisa reduzir os custos das despesas geradas no setor, até para manter a "saúde econômica" da saúde suplementar, mas sempre garantindo a eficiência e qualidade dos serviços prestados e já observamos, aqui no blog, que isso é possível. 

Março 2017
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Estamos participando do Congresso Internacional de Qualidade em Serviços e Sistemas de Saúde (QualiHosp), da FGV, com a apresentação de quatro TDs entre hoje (21/3) e amanhã (22/3). 

Entre os TDs que estamos apresentando no QualiHosp, apensa um já foi publicado: O TD 58, “Deduções fiscais das despesas com saúde do imposto de renda: análise focada nos planos de saúde e eixo temático Gestão da Saúde”. Material que já foi analisado aqui no Blog.   

Já os outros três estudos estão em fase final de produção, mas logo serão aparecerão aqui no Blog. Fique por dentro do que está por vir:

•Determinantes da posse de plano de saúde individual 

•Uma Análise sobre a produção assistencial na saúde suplementar do Brasil entre os anos de 2011 e 2015

•Análise da assistência na saúde suplementar brasileira entre 2011 e 2015 

Março 2017
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Acabamos de produzir a primeira edição do “Boletim Científico IESS” de 2017. Voltado para pesquisadores acadêmicos e gestores da área de saúde, a publicação indica os principais estudos científicos, nacionais e internacionais, publicados no primeiro bimestre deste ano sobre saúde, tecnologia, economia e gestão no setor de saúde suplementar. O objetivo é auxiliar pesquisadores e gestores da saúde suplementar a se manterem atualizados sobre os principais estudos publicados no bimestre. 

Os destaques dessa edição são os estudos  “Os efeitos prováveis do seguro de saúde complementar de oferta obrigatória pelo empregador sobre a cobertura de saúde na França”, na seção de Economia&Gestão, que analisa os efeitos do Acordo Interprofissional Nacional naquele País; e, em Saúde&Tecnologia, “Epidemiologia da multimorbidade na população geral brasileira: evidências da pesquisa nacional de saúde de 2013”, que se destaca por apresentar dados nacionais sobre o tema, que ainda é pouco explorado no Brasil. Nos próximos dias, aqui no blog, vamos publicar posts analisando esses e outros destaques dessa edição.

Dezembro 2016
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O envelhecimento populacional, já tratado aqui no Blog inúmeras vezes, vem causando mudanças no sistema de saúde de todo o mundo, não apenas no Brasil. Nos países nórdicos, por exemplo, a demanda por cuidados de saúde aumentou mais do que os recursos disponíveis para o setor de saúde. Lá, uma das medidas adotadas para lidar com a capacidade limitada da saúde pública foi estimular o crescimento dos seguros de saúde privados voluntários (VPHI), através da introdução de incentivos fiscais para trabalhadores e empregadores. 

O estudo “The development of voluntary private health insurance in the Nordic countries”, publicado na 15º edição do Boletim Científico com o título “Desenvolvimento de seguro de saúde privado e voluntário nos países nórdicos”, descreve como se deu o desenvolvimento dos VPHI nos países da Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia. 

O rápido crescimento da procura e adoção do serviço é prova que o modelo funciona. Hoje, cerca de 51% da população da Dinamarca é coberta por um plano desse tipo. Na Finlândia (20%), Noruega (9%) e Suécia (7%) os porcentuais são menores, mas também têm apresentado crescimento.  Os autores do artigo apontam, ainda, que a política de incentivo aos VPHI também está impulsionando a competitividade do mercado de saúde, tornando-o mais dinâmico, inovador, eficiente e sustentável. 

Sem dúvida, é uma ideia que poderia ser debatida aqui no Brasil, já que hoje, como já falamos em outras oportunidades aqui no Blog, a renúncia fiscal em favor da saúde suplementar é um mito.

Outubro 2016
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O estudo inédito “Erros acontecem: a força da transparência no enfretamento dos evento adversos assistenciais em pacientes hospitalizados”, que produzimos em parceria com a UFMG e apresentamos ontem, no seminário internacional "Indicadores de qualidade e segurança do paciente na prestação de serviços na saúde", constatou que a cada três minutos, mais de dois brasileiros morrem em um hospital, público ou privado, como consequência de um “evento adverso", como por exemplo, erros de dosagem de medicamento ou de aplicação, uso incorreto de equipamentos ou infecção hospitalar. Não significa que houve negligência ou baixa qualidade, mas, um incidente que poderia ter sido evitado. 

Em 2015, considerando o sistema de saúde nacional, os óbitos provocados por essas falhas foram estimados em 434,11 mil. O que classifica esta como uma das principais causas de morte no Brasil. O número é tão grande que pode até ser difícil entender sua dimensão. Ajuda se compararmos com outros dados: o Ministério da Saúde indica que as mortes no trânsito estão em torno de 45 mil ao ano; enquanto dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública) indicam 58,5 mil mortes violentas no País, em 2014; o câncer de mama mata, no mundo, 520 mil mulheres por ano!

"Não existe sistema de saúde que seja infalível. Os eventos adversos em saúde são um problema mundial e já se tornaram a terceira causa de morte no mundo, após doenças cardíacas e câncer”, destaca o médico Renato Couto, professor da UFMG e um dos autores do estudo, junto com a médica Tania Grillo Moreira Pedrosa, e o farmacêutico Mario Borges Rosa. “Contudo, é possível prevenir cerca de 60% desses eventos", alerta.

O superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, sustenta que o estudo foi desenvolvido tendo como objetivo abrir um debate nacional sobre a qualidade dos serviços prestados na saúde e, assim, prover ao paciente informações para que ele escolha a quem vai confiar os cuidados com sua saúde. "Hoje, quando alguém escolhe um determinado hospital para se internar, toma uma decisão que se baseia na sua percepção de qualidade. Mas ninguém tem condições de garantir que aquele prestador realmente é qualificado, simplesmente porque se desconhece seus indicadores de qualidade", afirma.

No Brasil, a estrutura física, os equipamentos disponíveis para a assistência, a qualidade e o controle de processos assistenciais, o correto dimensionamento do quadro assistencial, as características e dimensão do hospital e o atendimento à legislação sanitária brasileira de grande parte da rede hospitalar não atendem aos requisitos mínimos necessários para a segurança assistencial. O modelo de compra de serviços hospitalares pela saúde suplementar remunera o procedimento e os insumos e não o resultado assistencial. O que “dá margem” para que o sistema permaneça como está, recompensando a ineficiência e o desperdício.

É possível mudar esse quadro. Mas, para isso, precisamos adotar e dar transparência a indicadores de qualidade e segurança do paciente na prestação de serviços na saúde, qualificar a rede assistencial, alterar o modelo de pagamento vigente atualmente e trazer o paciente para o jogo, dando ferramentas para que ele escolha em quem confiar sua saúde e sua vida. 

Outubro 2016
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Realizamos, hoje, o Seminário Internacional "Indicadores de qualidade e segurança do paciente na prestação de serviços na saúde", no Hotel Renaissance, em São Paulo. O evento reuniu os maiores especialistas, brasileiros e estrangeiros, no assunto para debater as melhores práticas internacionais, a atual ausência de indicadores de qualidade e de performance e propostas para a constante melhoria da qualidade na saúde no Brasil. 

Durante o evento apresentamos o estudo inédito “Erros acontecem: a força da transparência no enfretamento dos evento adversos assistenciais em pacientes hospitalizados”, produzido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a pedido do IESS, sobre "eventos adversos" em saúde e como a adoção de indicadores de qualidade para mudar o cenário atual. Também apresentamos o TD 61 – “Utilização de indicadores de qualidade hospitalar – Apresentação de três exemplos internacionais” –, sobre o mesmo assunto.

Além dos estudos, também já estão disponíveis as apresentações dos palestrantes:  

Apresentação – Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS

Apresentação – Renato Camargos Couto, médico, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e diretor do IAG Saúde 

Apresentação – Fiona Wardell, líder de Indicadores e Padronizações da Healthcare Improvement Scotland - divisão do NHS

Apresentação – Laura Berquó, gerente do Serviço de Epidemiologia e Gestão de Risco do Hospital Mãe de Deus (Porto Alegre – RS)

Apresentação – Ana Paula S. Cavalcante, gerente-executiva de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial da ANS

Apresentação – Sérgio A. L. Bersan, superintendente de Provimento de Saúde da Unimed BH

Apresentação – Matt Austin, pesquisador e professor da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins e supervisor científico de Pesquisa Hospitalar do The Leapfrog Group (EUA)

Apresentação – Francisco de Assis Figueiredo, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde


Nos próximos dias, vamos comentar os estudos, debates e palestras que aconteceram durante o seminário. Não perca!