“Mães em foco: Boas práticas do pré-natal ao parto” foi tema do webinar IESS realizado de forma gratuita e on-line, em maio, no mês das mães. Para assistir, clique aqui.
O webinar reuniu especialistas que debateram sobre a importância do acompanhamento médico durante a jornada da gestante. Participaram da discussão Ana Paula Cavalcante, gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial da ANS, dra. Teresa Uras, coordenadora da UTI Neonatal Hospital Samaritano Higienópolis, e dra. Lenira Gaede Senesi, professora de Medicina da Tocoginecologia da UFPR.
Além disso, durante o evento, o IESS apresentou dados relevantes sobre o tema, apurados e disponibilizados na Cartilha de Boas Práticas do Pré-Natal ao Parto, disponível para download aqui.
A publicação foi lançada pelo instituto na ocasião, com o objetivo de apontar os cuidados adequados durante a gestação e o pós-parto. A gestação é um momento especial para a mulher, mas que inspira atenção e cuidado adequado para cuidar da saúde do bebê e da mãe.
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Quando se observam conjuntamente os dados da pesqu...Como falamos no início da semana, no Dia Internacional da Mulher, a data é uma oportunidade para refletir e debater sobre o papel delas na sociedade, suas conquistas, direitos e sobre a saúde. Na publicação no dia 08 mostramos alguns dados de procedimentos de assistência realizados pelas beneficiárias da nossa “Análise da assistência à saúde da mulher na saúde suplementar brasileira entre 2014 e 2019”.
Ainda nesse tema, a nossa Análise Especial da Nota de Acompanhamento de Beneficiários também traz uma fotografia das mulheres beneficiárias de planos de saúde de assistência médica.
A publicação mostra que em 2020, havia, em média, 25 milhões de mulheres com planos de saúde de assistência médico-hospitalar, o que representa 53% do total. Desde 2001, o número de mulheres com planos sempre foi superior ao de homens, com diferença média de 3 milhões de vínculos.
A análise mostra que as faixas etárias que mais concentram beneficiárias são dos 25 aos 39 anos. O que tem influência na taxa de cobertura dos planos. A cada 100 brasileiras, 23 possuem plano médico-hospitalar. Essa taxa chega a quase 30% entre as mulheres de 35 a 39 anos e as com 80 anos ou mais. Ou seja, praticamente uma a cada três brasileiras possuem plano de saúde nessas faixas etárias.
A publicação ainda mostra a proporção de mulheres segundo tipo de contratação, modalidade da operadora e segmentação ambulatorial e aponta algumas considerações sobre o perfil das mulheres em comparação com os homens. Em geral, as mulheres cuidam melhor da sua saúde.
Segundo o último “Vigitel Brasil 2018 - Saúde Suplementar”, as beneficiárias de planos de saúde possuem percentual menor de fumantes em comparação com sexo masculino (5,2% em mulheres e 9,2% em homens), de excesso de peso (50,8% versus 63,2%), de obesidade (18,9% vs. 20,5%) e de consumo de refrigerantes (10,1% vs. 15,7%).
Vale ressaltar que o resultado da análise é especificamente para a saúde suplementar. A publicação pode ser acessada na íntegra aqui.
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Sempre atento em trazer novas discussões sobre Saú...Como se sabe, hoje é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Mais do que uma comemoração, o dia 8 de março sempre foi marcado por lutas, debate sobre o papel da mulher na sociedade, conquistas de espaços e direitos, como na área de saúde. Além de lembrar dessas e outras questões essenciais, achamos que é um importante momento para a reflexão sobre a saúde da mulher em nosso País.
Por entender que a população feminina requer programas de prevenção e cuidados específicos de saúde, a publicação “Análise da assistência à saúde da mulher na saúde suplementar brasileira entre 2014 e 2019” tem o objetivo de acompanhar alguns procedimentos de assistência realizados pelas mulheres beneficiárias da Saúde Suplementar coletados do “Mapa Assistencial da Saúde Suplementar” da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O estudo mostra que em 2019, 47,0 milhões de brasileiros, 24,1% da população nacional, possuíam planos de saúde de assistência médico-hospitalar. Desse total, 53,2% (25,0 milhões) eram mulheres. A grande parte delas (61,2%) está no Sudeste, sendo 9,1 milhões em São Paulo, 2,9 milhões no Rio de Janeiro e 2,6 milhões em Minas Gerais e 556 mil no Espírito Santo. Além disso, 16 milhões, ou 64,3%, dos vínculos são de planos coletivos empresariais – fornecidos pelas empresas aos colaboradores.
A análise também mostra que houve uma queda do número de beneficiários em ambos os sexos de 2010 a 2019, maior entre os homens (-4,2%) do que entre as mulheres (-2,9%). Entretanto, observa-se que entre as beneficiárias, a queda não ocorreu igualmente em todas as faixas etárias. O número de beneficiárias com 60 anos ou mais (idosas) cresceu em todos os anos desde 2010, já as faixas etárias de 0 a 19 anos e de 20 a 59 anos seguem em queda desde 2014.
Além dos dados das beneficiárias de planos de saúde, o material também aborda dados sobre a atenção à mulher relativos ao câncer, partos e métodos contraceptivos. O estudo mostra que a procura por exame diagnóstico preventivo de câncer de colo de útero (Papanicolau) tem recuado.
Em 2014, esse procedimento diagnóstico preventivo foi realizado em 47,9 de cada 100 mulheres na faixa etária entre 25 e 59 anos. Em 2019, essa taxa foi de 46,1 e, em 2018, de 44,2 na saúde suplementar. Embora mostre um leve avanço entre 2018 e 2019, os números mostram que é fundamental que as mulheres dessa faixa etária fiquem atentas a este importante aspecto da promoção da saúde e prevenção no que se refere ao câncer de colo de útero.
Outro número chama a atenção. Acelera o ritmo de queda do número de cesáreas entre as beneficiárias de planos de saúde. Houve queda de 12% na taxa de cesarianas e aumento de 5,6% na quantidade de partos normais no período analisado. No intervalo analisado pelo estudo do IESS, o número de cesarianas foi de 466 mil em 2014 para 410 mil em 2019, uma queda de 12%. No mesmo período, o número de partos normais avançou de 78 mil para 82 mil, crescimento de 5,6%.
Por outro lado, o número de internações para a realização da laqueadura tubária (procedimento de anticoncepção definitivo) e implante de dispositivo intrauterino (DIU) tem crescido exponencialmente. Na comparação entre 2014 e 2019 houve aumento de 15,4% no número de internações para laqueadura tubária, saltando de 14,9 mil para 17,2 mil. Já o aumento no número de procedimentos de implante do DIU mais que quadruplicou no período, avançando de 50,9 mil para 205,2 mil.
Vale ressaltar que o resultado da análise é especificamente para a saúde suplementar. A publicação pode ser acessada na íntegra em https://bit.ly/EspeciaisIESS.
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Segundo estudo de 2018 da Universidade de Gante, na Bélgica, publicado na revista Lancet, a América Latina é a região com maior número de cesáreas no mundo, com 44,3% dos nascimentos, e o Brasil é o segundo país que mais realiza esta cirurgia, atrás apenas da República Dominicana.
Claro que a decisão sobre o tipo de procedimento adotado no parto deve ser avaliada caso a caso pela mãe e a equipe médica de sua confiança. Entretanto, a saúde suplementar tem avançado em iniciativas que buscam melhorar a qualidade assistencial durante a gestação, o parto e o período neonatal. E esse debate tem avançado no que diz respeito aos novos modelos de remuneração dos obstetras, resgate do papel essencial das enfermeiras nos partos de baixo risco e mudança de mentalidade em toda a cadeia.
No intervalo analisado em nosso estudo, o número de cesarianas foi de 466 mil em 2014 para 410 mil em 2019, uma queda de 12%. No mesmo período, o número de partos normais avançou de 78 mil para 82 mil, crescimento de 5,6%. Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera aceitável que 15% dos partos sejam feitos por cesárea. Contudo, os partos desse tipo respondem por 55% do total no país. Embora em queda, o número de cesáreas ainda é muito expressivo. O que reforça uma necessidade premente de campanhas de conscientização sobre os riscos e vantagens de cada procedimento.
Em 2015, a ANS instituiu o programa “Parto Adequado”, que busca reduzir o percentual de cesarianas desnecessárias. Nessa época, a taxa de partos normais no conjunto dos hospitais participantes era de cerca de 20%. Em sua terceira fase, a iniciativa evitou 20 mil cesarianas desnecessárias desde o lançamento.
A “Análise da assistência à saúde da mulher na saúde suplementar brasileira entre 2014 e 2019” também traz dados relativos ao câncer, partos e métodos contraceptivos.
Acesse aqui na íntegra. Seguiremos abordando os números da publicação.
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Importante medida para a ampliação da saúde de mães e bebês, a entidade busca aumentar a participação das operadoras de planos de saúde na ampliação desse procedimento, redução das taxas de mortes durante a gestação, o parto e o puerpério, garantindo, portanto, melhor promoção da saúde das mulheres.
Dentro das estratégias do programa – que falamos um pouco melhor aqui, lançou-se um Painel de Indicadores de Atenção Materna e Neonatal, que traz uma série de indicadores sobre o tema. Por meio dele, é possível verificar características da atenção prestada pelas operadoras de planos de saúde e por hospitais e maternidades privados. Pode ser acessado aqui.
Neste mesmo esforço, a ANS desenvolveu, em conjunto com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), uma ferramenta que orienta práticas para redução da mortalidade materna, o Escore de Alerta Precoce para Detecção de Condições Ameaçadoras da Vida Materna para auxiliar na identificação das práticas assistenciais e nas oportunidades de melhorias da atenção materna e neonatal. Conheça aqui.
Vale lembrar, o risco de morte materna pós-parto é três vezes maior em cesarianas do que em outras modalidades, como apontam alguns estudos já analisados aqui no blog, principalmente em decorrência de hemorragia e complicações na anestesia.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), todos os dias cerca de 830 mulheres morrem por causas evitáveis relacionadas ao parto e à gestação no mundo. Os países em desenvolvimento possuem 99% dos casos de mortalidade materna. Por outro lado, esse procedimento é indicado quando se constata, por exemplo, que o cordão umbilical está enrolado no pescoço do bebê e diversos outros partos de risco.
Já mostramos também dados da prevalência da cesárea no Brasil por meio do Boletim Científico. Veja aqui. A OMS recomenda que apenas 15% dos partos sejam feitos por cesárea. Contudo, os partos desse tipo respondem por 55% do total no Brasil.
Defendemos que cada caso deve ser analisado separadamente e a decisão tem que ser tomada em conjunto pela paciente e seu médico de confiança.
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Como se sabe, hoje é celebrado o Dia Internacional...Enquanto o total de internações relacionadas ao câncer de mama avançou 19,7% entre 2013 e 2018, como destaca a Análise da Assistência à Saúde da Mulher na Saúde Suplementar Brasileira, o de internações por câncer no colo de útero recuaram de 12,3 mil para 12,1 mil. Retração de 2,3%.
Antes de comemorar, contudo, acreditamos que é preciso fazer uma investigação mais aprofundada para entender se esse resultado é efetivamente positivo. Isso porque, no período analisado, detectamos uma redução expressiva, de 6,8%, na procura pelo exame diagnóstico preventivo de câncer de colo de útero, conhecido como Papanicolau. Em 2013, foram realizados 6,6 milhões de exames desse tipo. Já em 2018, foram 6,1 milhões. Ou seja, apenas com esses dados não é possível determinar se houve um recuo da incidência da doença ou se os casos estão sendo subdiagnosticados.
O Estudo também indica um expressivo incremento na utilização de métodos contraceptivos. O total de laqueaduras tubárias avançou 20,7% no período analisado, de 13 mil para 15,7 mil. Já o implante de dispositivo intrauterino (DIU) mais do que quadruplicou. Foram 40,2 mil procedimentos em 2013 e 167,7 mil em 2018. Alta de 317,2%.
Até em decorrência desse comportamento, o levantamento detectou uma redução de 5% no total de partos no Brasil, de 535,7 mil partos para 508,9 mil. As cesarianas continuam respondendo pela maior parte dos procedimentos na saúde suplementar. Foram 425,9 mil ante 82,9 mil partos naturais em 2018.
Os números indicam, portanto, que somente 16,3% dos partos são naturais. Vale lembrar, a meta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é de no máximo 45% dos partos sejam cesáreas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que esse tipo de procedimento não responda por mais de 15% do total de partos. Praticamente o oposto do registrado atualmente. Apesar das metas estabelecidas, cada procedimento tem benefícios próprios – como já ponderamos aqui – e defendemos os casos devem ser avaliados individualmente em conjunto pela futura mãe e seu médico de confiança.
Analisando os números ao longo do tempo, notamos que o total de cesáreas recuou 6%, passando de 453,2 mil, em 2013, para 425,9 mil em 2018. Já o total de partos naturais cresceu 0,5%, avançando de 82,4 mil para 82,9 mil. O que indica que o projeto Parto Adequado, da ANS, está cumprindo seu propósito, ainda que, talvez, não no ritmo almejado pela Agência.
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Como se sabe, hoje é celebrado o Dia Internacional...Acabamos de publicar a 26º edição do Boletim Científico IESS, que reúne seis importantes publicações científicas com foco em saúde suplementar. Os trabalhos analisados foram publicados nas principais revistas científicas do Brasil e do mundo nas áreas de saúde, tecnologia, economia e gestão ao longo do 2º semestre de 2019.
Voltado para pesquisadores acadêmicos e gestores da área de saúde, o Boletim Científico tem o objetivo de apresentar estudos, atualizações e orientações que forneçam ferramentas para auxiliar na tomada de decisões. A edição mais recente apresenta pesquisas que abordam impactos de corrupção no sistema de saúde; programas de ampliação de acesso à saúde; alimentação; e muito mais.
Entre os trabalhos abordados na publicação, na seção Economia & Gestão, destacamos a análise “Corrupção mundial na saúde: um segredo que todos sabem”, que aponta um desperdício de US$ 700 bilhões a US$ 1,75 trilhão por ano.
Já o destaque em Saúde & Tecnologia ficou para “Fatores associados ao tempo de permanência hospitalar de mulheres submetidas à cesariana”, que possibilitou a construção de perfis distintos de riscos associados à idade e comorbidades que podem alongar a duração do tempo de internação pós-parto.
Nos próxmos dias, vamos analisar esses e outros destaques dessa edição aqui no blog. Não perca!
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A iniciativa, que busca melhorar a qualidade assistencial durante a gestação, o parto e o período neonatal, evitou 20 mil cesarianas desnecessárias desde 2015. De acordo com dados preliminares apresentados por representante do Hospital Israelita Albert Einstein, o total de partos naturais nas maternidades que integraram a segunda fase do projeto, de janeiro de 2017 até maio de 2019, avançou de 32,7% para 36,7%.
Agora, na nova fase, o projeto pretende evoluir para um programa nacional de larga escala, destacando os benefícios do parto natural, que no País ocorre em proporção menor do que a recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 85%. Como já apontamos aqui, apenas 45% dos partos no Brasil ocorrem desta forma. Vale lembrar, o risco de morte materna pós-parto é três vezes maior em cesarianas do que em outras modalidades de parto, como também já destacamos no blog.
A ANS antecipou que a nova fase prevê a criação de um selo de qualidade para hospitais e Operadoras que tenham resultados de destaque na mudança desse cenário. Além disso, também será marcada por uma maior transferência de conhecimento e implementação de uma plataforma única para interação entre as unidades de saúde participantes do projeto (atualmente, são 113 hospitais e 62 Operadoras de planos de saúde).
Acreditamos que iniciativas que incentivem a divulgação de conhecimento e a melhoria da qualidade assistencial com foco no paciente sempre merecem reconhecimento e destaque. Além disso, defendemos que a decisão sobre o tipo de procedimento adotado no parto deve ser avaliado caso a caso pela mãe e a equipe médica de sua confiança. Para que a melhor decisão seja tomada, claro, é fundamental que todos os envolvidos tenham acesso às informações sobre os riscos e vantagens de cada procedimento.
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https://www.editoraroncarati.com.br/v2/Artigos-e-N...A redução do índice de mortalidade materna e neonatal são preocupações comuns para muitos países no mundo. No Brasil, essas taxas vêm caindo ao longo dos últimos 20 anos, mas ainda estão em um patamar elevado, acima da meta da ONU.
Como estratégia para reduzir a mortalidade materna e neonatal, o governo das Filipinas ampliou os subsídios oferecidos para aquisição de planos de saúde. O estudo “The Impact of Healthcare Insurance on the Utilisation of Facility-Based Delivery for Childbirth in the Philippines”, publicado na última edição do Boletim Científico com o título “O impacto do seguro de saúde na utilização de instituições de saúde para o parto nas Filipinas”, faz um levantamento do resultado dessa política e destaca, como principais resultados, o aumento de 5% a 10% no total utilização de serviços de cuidados de saúde das mulheres.
Esses cuidados podem ser realizados em estabelecimentos de saúde público, privado ou não governamental. Os pesquisadores estimam que o aumento da cobertura de seguro de saúde provavelmente será uma abordagem eficaz para aumentar o acesso das mulheres aos serviços de saúde, preservando vidas, especialmente no momento de gravidez e nascimento das crianças.
Demonstram, assim, que incentivar a contratação de planos e seguros de saúde pode auxiliar a melhoria de indicadores de saúde populacional, como já apontamos em outras oportunidades aqui no Blog.
O resultado é ainda mais importante se considerarmos que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, 303 mil mulheres morrem durante a gravidez ou na hora do parto, como também já destacamos aqui. Um assunto que merece toda atenção.
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Na última semana falamos que a cadeia privada de s...A incidência mundial de parto prematuro, uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil, é de 9,6%. Além dos resultados adversos para a saúde do bebe e da mãe por até três anos após o nascimento, esse tipo de parto também implica em um aumento dos gastos em saúde. O estudo “Cost effects of preterm birth: a comparison of health care costs associated with early preterm, late preterm, and full-term birth in the first 3 years after birth”, publicado na última edição do Boletim Científico com o título “Gastos em saúde referentes ao parto prematuro: uma análise dos gastos em saúde entre os períodos gestacionais durante os três primeiros anos do bebê”, avalia os custos associados ao parto prematuro em diferentes segmentos, como gastos médios em medicação, tratamento hospitalar, e o tratamento ambulatorial durante os primeiros três anos após o nascimento.
O estudo mostra que os gastos em saúde para nascimentos prematuros abaixo de 34 semanas foram em grande parte oriundos de tratamentos hospitalares, contabilizando uma média de gastos nove vezes superior ao de bebês prematuros entre 34 a 36 semanas, e oitenta vezes superior ao dos nascidos após 37 semanas. A gestação normalmente leva de 37 a 41 semanas, sendo que há estudos (com o relatado por Matt Austin, pesquisador e professor da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins e supervisor científico de Pesquisa Hospitalar do The Leapfrog Group (EUA), durante sua apresentação no seminário internacional "Indicadores de qualidade e segurança do paciente na prestação de serviços na saúde" e publicado aqui no Blog) que apontam vantagens para o nascimento após a 38° semana.
