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Março 2021
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Como falamos no início da semana, no Dia Internacional da Mulher, a data é uma oportunidade para refletir e debater sobre o papel delas na sociedade, suas conquistas, direitos e sobre a saúde. Na publicação no dia 08 mostramos alguns dados de procedimentos de assistência realizados pelas beneficiárias da nossa “Análise da assistência à saúde da mulher na saúde suplementar brasileira entre 2014 e 2019”.

Ainda nesse tema, a nossa Análise Especial da Nota de Acompanhamento de Beneficiários também traz uma fotografia das mulheres beneficiárias de planos de saúde de assistência médica.

A publicação mostra que em 2020, havia, em média, 25 milhões de mulheres com planos de saúde de assistência médico-hospitalar, o que representa 53% do total. Desde 2001, o número de mulheres com planos sempre foi superior ao de homens, com diferença média de 3 milhões de vínculos.

A análise mostra que as faixas etárias que mais concentram beneficiárias são dos 25 aos 39 anos. O que tem influência na taxa de cobertura dos planos. A cada 100 brasileiras, 23 possuem plano médico-hospitalar. Essa taxa chega a quase 30% entre as mulheres de 35 a 39 anos e as com 80 anos ou mais. Ou seja, praticamente uma a cada três brasileiras possuem plano de saúde nessas faixas etárias.

A publicação ainda mostra a proporção de mulheres segundo tipo de contratação, modalidade da operadora e segmentação ambulatorial e aponta algumas considerações sobre o perfil das mulheres em comparação com os homens. Em geral, as mulheres cuidam melhor da sua saúde.

Segundo o último “Vigitel Brasil 2018 - Saúde Suplementar”, as beneficiárias de planos de saúde possuem percentual menor de fumantes em comparação com sexo masculino (5,2% em mulheres e 9,2% em homens), de excesso de peso (50,8% versus 63,2%), de obesidade (18,9% vs. 20,5%) e de consumo de refrigerantes (10,1% vs. 15,7%).

Vale ressaltar que o resultado da análise é especificamente para a saúde suplementar. A publicação pode ser acessada na íntegra aqui.

Março 2021
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Como se sabe, hoje é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Mais do que uma comemoração, o dia 8 de março sempre foi marcado por lutas, debate sobre o papel da mulher na sociedade, conquistas de espaços e direitos, como na área de saúde. Além de lembrar dessas e outras questões essenciais, achamos que é um importante momento para a reflexão sobre a saúde da mulher em nosso País.

Por entender que a população feminina requer programas de prevenção e cuidados específicos de saúde, a publicação “Análise da assistência à saúde da mulher na saúde suplementar brasileira entre 2014 e 2019” tem o objetivo de acompanhar alguns procedimentos de assistência realizados pelas mulheres beneficiárias da Saúde Suplementar coletados do “Mapa Assistencial da Saúde Suplementar” da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O estudo mostra que em 2019, 47,0 milhões de brasileiros, 24,1% da população nacional, possuíam planos de saúde de assistência médico-hospitalar. Desse total, 53,2% (25,0 milhões) eram mulheres. A grande parte delas (61,2%) está no Sudeste, sendo 9,1 milhões em São Paulo, 2,9 milhões no Rio de Janeiro e 2,6 milhões em Minas Gerais e 556 mil no Espírito Santo. Além disso, 16 milhões, ou 64,3%, dos vínculos são de planos coletivos empresariais – fornecidos pelas empresas aos colaboradores.

A análise também mostra que houve uma queda do número de beneficiários em ambos os sexos de 2010 a 2019, maior entre os homens (-4,2%) do que entre as mulheres (-2,9%). Entretanto, observa-se que entre as beneficiárias, a queda não ocorreu igualmente em todas as faixas etárias. O número de beneficiárias com 60 anos ou mais (idosas) cresceu em todos os anos desde 2010, já as faixas etárias de 0 a 19 anos e de 20 a 59 anos seguem em queda desde 2014.

Além dos dados das beneficiárias de planos de saúde, o material também aborda dados sobre a atenção à mulher relativos ao câncer, partos e métodos contraceptivos. O estudo mostra que a procura por exame diagnóstico preventivo de câncer de colo de útero (Papanicolau) tem recuado.

Em 2014, esse procedimento diagnóstico preventivo foi realizado em 47,9 de cada 100 mulheres na faixa etária entre 25 e 59 anos. Em 2019, essa taxa foi de 46,1 e, em 2018, de 44,2 na saúde suplementar. Embora mostre um leve avanço entre 2018 e 2019, os números mostram que é fundamental que as mulheres dessa faixa etária fiquem atentas a este importante aspecto da promoção da saúde e prevenção no que se refere ao câncer de colo de útero.

Outro número chama a atenção. Acelera o ritmo de queda do número de cesáreas entre as beneficiárias de planos de saúde. Houve queda de 12% na taxa de cesarianas e aumento de 5,6% na quantidade de partos normais no período analisado. No intervalo analisado pelo estudo do IESS, o número de cesarianas foi de 466 mil em 2014 para 410 mil em 2019, uma queda de 12%. No mesmo período, o número de partos normais avançou de 78 mil para 82 mil, crescimento de 5,6%.

Por outro lado, o número de internações para a realização da laqueadura tubária (procedimento de anticoncepção definitivo) e implante de dispositivo intrauterino (DIU) tem crescido exponencialmente. Na comparação entre 2014 e 2019 houve aumento de 15,4% no número de internações para laqueadura tubária, saltando de 14,9 mil para 17,2 mil. Já o aumento no número de procedimentos de implante do DIU mais que quadruplicou no período, avançando de 50,9 mil para 205,2 mil.

Vale ressaltar que o resultado da análise é especificamente para a saúde suplementar. A publicação pode ser acessada na íntegra em https://bit.ly/EspeciaisIESS.

Março 2019
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Hoje é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Mais do que uma comemoração, o dia 8 de março sempre foi marcado por lutas, debate sobre o papel da mulher na sociedade e conquistas de espaços, direitos, como na área de saúde. Além de lembrar dessas questões fundamentais, achamos que é um importante momento para a reflexão sobre a saúde da mulher em nosso País. 

Portanto, é importante lembrar de nosso recente estudo “Análise da assistência à saúde da mulher na saúde suplementar brasileira entre 2011 e 2017”. Segundo a publicação, em 2017, havia 47,2 milhões de brasileiros vinculados a planos de saúde de assistência médico-hospitalar. Desse total, 25,2 milhões (ou 53%) eram mulheres. Ou seja, elas são maioria entre a população brasileira e, consequentemente entre os que possuem planos de saúde. O que reforça a necessidade de pensar no autocuidado, hábitos saudáveis, prevenção e promoção da saúde, entre outros aspectos. 

Exatamente por isso é que a pesquisa apresenta dados sobre a assistência à mulher na saúde suplementar, como relativos ao número de mamografias realizadas, câncer de colo de útero e de mama, partos e métodos contraceptivos.  

De acordo com o estudo, o número de mamografias realizadas a cada grupo de 100 beneficiárias com planos médico-hospitalares da faixa etária definida como prioritária pelo Ministério da Saúde (de 50 a 69 anos) registrou ligeira queda de 48,6, em 2016, para 47,9 em 2017.  

A triste notícia é de que, no mesmo período, as internações relacionadas ao câncer de mama feminino aumentaram de 36,5 mil internações para 40,9 mil, ou seja, crescimento de 12,1%. O tratamento cirúrgico de câncer mama feminino atingiu 17,4 mil cirurgias em 2017 na saúde suplementar, um aumento de 8,3% quando comparada com o ano anterior. 

O contraponto positivo mostra que a quantidade de internações relacionadas ao câncer de colo de útero caiu pela metade, reduzindo 49,6% entre 2011 e 2017. O tratamento para esse tipo de câncer também apresentou queda semelhante, com redução de 47,0% entre 2011 e 2017. 

Por outro lado, o uso de métodos contraceptivos foi um dos destaques no estudo. Houve aumento de 58,4% no número de procedimentos de laqueadura tubária (sendo 10 mil em 2011 e 16 mil em 2017). Ainda no mesmo período analisado, o número de procedimentos de implante de dispositivo intrauterino quadruplicou, partindo de 34,7 mil em 2011 para 143,5 mil em 2017.  

Aumentar a conscientização, o autoexame e a detecção precoce de diferentes patologias é fundamental para a promoção da saúde. Além de aumentar as chances de cura do paciente, o diagnóstico precoce diminui a necessidade de tratamentos mais agressivos, o tempo e os custos da recuperação. Tudo isso significa mais qualidade de vida para as mulheres brasileiras. 

Claro que os números apontam para um bom nível na promoção da saúde feminina no país e esta é mais uma conquista a ser celebrada. No entanto, ainda há o que se melhorar quanto a este tema. 

Março 2018
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Hoje é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Oficializado em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o dia 8 de março sempre foi muito mais que uma comemoração feminina, a data busca, cada vez mais, debater o papel da mulher na sociedade e sua conquista de mais espaços e direitos. Além disso, acreditamos também ser um bom momento para a reflexão sobre a saúde feminina, auto-cuidado, hábitos saudáveis, prevenção e promoção da saúde daquelas que já são maioria entre a população nacional.

Talvez não seja novidade que o Brasil tem mais mulheres que homens. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2014, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população nacional conta com 51,6% de mulheres e 48,4% de homens. Os números da saúde suplementar batem com a estatística: segundo o estudo “Assistência à saúde da mulher”, que divulgamos recentemente, elas representavam, em 2016, 53,5% dos beneficiários de planos de saúde de assistência médico-hospitalar.

Sendo assim, uma série de ações e medidas devem ser pensadas – ou relembradas para esta parcela da população – e alguns números são importantes reforçar. Já destacamos aqui, o aumento da realização de mamografias pelos planos de saúde para a faixa etária prioritária (entre 50 anos e 69 anos). Segundo o estudo especial, o exame avançou de 43,6, em 2012, para 48,7 em 2016 a cada 100 beneficiárias vinculadas a planos médico-hospitalares nesta faixa etária. 

Ainda neste tema, outra boa notícia vem da pesquisa IESS/Ibope. Na mesma faixa etária, a pesquisa de 2015 apontou que 64% das mulheres realizaram o exame nos últimos 12 meses. Já na pesquisa de 2017, tanto para beneficiárias, quanto aquelas que não possuem plano de saúde subiu para 78%. Já os dados do último Vigitel Saúde Suplementar, mostram que 97,6% das beneficiárias de planos de saúde com idade entre 50 e 69 anos já realizaram um exame de mamografia em algum momento da vida.

No entanto, a análise “Assistência à saúde da mulher” também mostra um leve recuo da realização de por exame diagnóstico preventivo de câncer de colo de útero (Papanicolau) entre as beneficiárias de planos de saúde. No ano de 2011, a cada cem beneficiárias entre 25 a 59 anos, 48,8 realizaram exames de Papanicolau. Já em 2016, essa razão foi de 46,9. Uma redução de 1,9 ponto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo mais comum e o que mais mata as mulheres entre todos os tipos de câncer, sendo a segunda maior causa de morte na América Latina, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Já dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mostram que o câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Claro que os números apontam para um bom nível na promoção da saúde feminina no país e esta é mais uma conquista a ser celebrada. No entanto, também mostram que ainda há o que se melhorar quanto a este tema. 

Vale ressaltar que hábitos mais saudáveis entre toda a população impacta diretamente na incidência e prevalência de diferentes doenças. Além disso, o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura ao detectar a doença no início, evitando um tratamento mais agressivo, reduzindo o tempo e os custos. Isso significa ganho de segurança e qualidade de vida para o paciente e de eficiência para o sistema de saúde.