O impacto econômico nos sistemas de saúde em todo o mundo é uma grande preocupação relacionada à pandemia de COVID-19, e há uma necessidade emergente de recursos adicionais e investimentos financeiros. A capacidade hospitalar disponível, incluindo instalações hospitalares, equipamentos, suprimentos e profissionais de saúde, teve que ser aumentada significativamente. Avaliações econômicas são essenciais para determinar os recursos necessários para pacientes com a nova doença.
A avaliação econômica das internações por COVID-19 permite aferir os custos hospitalares associados ao tratamento desses pacientes, incluindo os principais componentes decorrentes das condições clínicas e demográficas. Sendo assim, o artigo “Unraveling COVID-19-related hospital costs: The impact of clinical and demographic conditions”, publicado no medRxiv, determinar os custos relacionados à hospitalização de COVID-19 e sua associação com as condições clínicas.
Para tanto, analisou os custos de pacientes internados entre 30 de março e 30 de junho de 2020, acompanhados até alta, óbito ou transferência externa. O estudo foi realizado no Instituto Central do Hospital das Clínicas, afiliado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil, que é o maior complexo hospitalar da América Latina e foi designado para internar exclusivamente pacientes com COVID-19 no período.
O custo médio das 3.254 internações (51,7% com permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi de $12.637,42. O custo indireto foi o principal componente do total, seguido pelos custos fixos diários e medicamentos. Sexo, idade e hipertensão subjacente ($ 14.746,77), diabetes ($ 15.002,12), obesidade ($ 18.941,55), câncer ($ 10.315,06), insuficiência renal crônica ($ 15.377,84) e reumática ($ 17.764,61), hematológica ($ 15.908,25) e doenças neurológicas ($ 15.257,95) foram significativamente associadas a custos mais elevados.
Pacientes acima de 69 anos, com comorbidades, uso de ventilação mecânica, diálise ou cirurgia e desfechos desfavoráveis ??estiveram significativamente associados a custos mais elevados após o ajuste do modelo.
O conhecimento dos custos hospitalares associados ao novo Coronavírus e seu impacto em diferentes populações pode ajudar no desenvolvimento de uma abordagem abrangente para a melhor tomada de decisão e planejamento para gerenciamento de risco futuro. A determinação dos custos associados à doença é o primeiro passo para avaliar a relação custo-benefício dos tratamentos e programas de vacinação.
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Sempre atento em trazer novas discussões sobre Saú...Cuidar da saúde de modo mais amplo do que apenas passar por uma avaliação médica. É muito importante levar em consideração todas as dimensões da saúde: física, emocional e social e, para isso, ações de promoção de saúde e prevenção de doenças são fundamentais.
Atualmente, temos um sistema de assistência à saúde complexo. Claro que muito se avançou nos últimos anos, mas ainda existem falhas de comunicação e coordenação, o que resulta em um cuidado fragmentado, desperdícios, além da assistência estar focada no tratamento da doença, e não no indivíduo.
Quando um paciente é acompanhado por um profissional de referência, fica mais fácil identificar fatores de risco e a intervenção precoce. O cuidado coordenado consiste em um conjunto de medidas que visam trazer um atendimento mais direcionado.
Foi com isso em mente que o nosso “Texto para Discussão n° 78 - Cuidados Coordenados: uma chave estratégica para um melhor sistema de saúde suplementar” pretendeu mostrar como a prática pode aprimorar o setor, o potencial de integrar a prestação de cuidados assistenciais de um paciente aos diferentes prestadores e especialistas para um atendimento focado na pessoa. A publicação mostra como a coordenação pode melhorar os resultados para os pacientes, prestadores, planos de saúde e organizações.
Para tanto, traz algumas conceituações dessa modalidade e seus principais elementos:
- Acesso fácil a uma ampla gama de prestadores e serviços de saúde;
- Eficiência na comunicação, integração e transição contínua do cuidado entre os prestadores;
- Foco nas necessidades do paciente;
- Informações claras e simples para que os pacientes entendam;
- Existência de meios e ferramentas para compartilhar informações.
Sendo assim, o TD mostra que existem três perspectivas sobre a coordenação de cuidados que vão da visão dos pacientes e suas famílias até a do representante do sistema de saúde, passando pela ótica dos profissionais de saúde.
O estudo ainda apresenta questões não clínicas muitas vezes esquecidas e que também podem afetar a qualidade do atendimento, como por exemplo, os determinantes sociais do paciente, insegurança alimentar, ambiente de trabalho, tipo de moradia, transporte para o deslocamento até o prestador ou farmácia, nível de alfabetização em saúde e a indisponibilidade de profissionais de saúde, plano de saúde, hospital e assistência social.
A publicação reforça que se esses pontos não forem abordados, podem representar graves lacunas no atendimento, levando a internações e desfechos não planejados.
Iremos apresentar os diferentes pontos abordados pelo texto para discussão nos próximos dias. Enquanto isso, você já pode acessar e ler na íntegra agora.
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Sempre atento em trazer novas discussões sobre Saú...No último mês, o Estádio Municipal do Pacaembu completou oito décadas da sua abertura ao público na Praça Charles Miller, na cidade de São Paulo. Importante palco de celebração da cultura futebolística no País, o espaço também abriga o Museu do Futebol e está na memória dos fãs do esporte, independente do time do coração.
Rebatizado anos depois de Paulo Machado de Carvalho, nome do chefe das delegações do Brasil nas conquistas da Suécia (1958) e do Chile (1962), já sediou eventos culturais marcantes, como jogos na Copa de 1950, as despedidas de ícones da seleção brasileira além de já ter recebido o beatle Paul McCartney e o primeiro show dos Rolling Stones no Brasil.
Hoje, o estádio enfrenta sua maior missão até aqui: salvar vidas. Foi lá o local escolhido pela Prefeitura Municipal de São Paulo para receber o primeiro hospital de campanha da cidade – a seguinte foi montada no Anhembi. O objetivo é ter leitos de baixa e média complexidade para aliviar a rede pública durante a pandemia pelo novo Coronavírus.
O dia a dia das equipes de saúde e dos pacientes internados no Pacaembu foi apresentado em delicada videorreportagem da TV Folha “'VIDAS EM JOGO': um dia no hospital de campanha”. Gerenciado pelo hospital Israelita Albert Einstein, conta com 200 leitos. É uma unidade de portas fechadas e recebe, exclusivamente, pacientes de baixa e média complexidade, transferidos por ambulâncias a partir dos equipamentos de saúde da capital (Hospitais, Pronto Socorros e Unidades de Pronto Atendimento).
“Não há quartos separados [em um hospital como esse]. Por isso, há uma série de cuidados necessários que devem ser tomados para a segurança do paciente, como a correta divisão de quem está confirmado daqueles com suspeita de infecção. Tudo isso para evitar a transmissão no local”, conta Vinicius Ponzio, médico infectologista do hospital.
Os profissionais de saúde estão na linha de frente desta batalha contra a Covid-19. Faça sua parte. Cuide de si e da sua família.
Veja abaixo a reportagem na íntegra.
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As consequências causadas pela pandemia de Covid-1...A saúde mental é um assunto importantíssimo e, felizmente, cada vez mais debatido. A confusão acerca da inclusão da Síndrome de Burnout – doença ocupacional caracterizada por exaustão ou esgotamento mental, usualmente acompanhada de sentimentos negativos ou cinismo relacionados ao próprio trabalho e perda de efetividade nas tarefas diárias – no Código Internacional de Doenças (CID 10) teve, ao menos, o efeito positivo de estimular debates sobre essa e outras doenças mentais.
Mesmo assim, ainda há muito a ser debatido para que a questão ganhe a relevância que merece, ao menos em nossa opinião. É preciso desmistificar o termo “doenças mentais”. Aliás, usado para classificar problemas de saúde muito diversos, que vão desde a demência até depressão, passando por transtorno bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), autismo, síndrome de Down, dislexia e muitos outros.
O assunto é especialmente importante se considerarmos que o Brasil é o País com a maior proporção de ansiosos no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% da população no País têm algum nível de transtorno de ansiedade. Além disso, ainda de acordo com a entidade, 5,8% dos brasileiros sofrem de depressão. O que nos coloca como o quinto País com maior taxa de depressivos no mundo.
É fundamental entender que esses distúrbios não estão relacionados apenas ao indivíduo e suas faculdades mentais ou herança genética, mas também a questões socioculturais, cenário político-econômico, fatores ambientais e, inclusive, condições de trabalho.
Questões que ainda precisam ser melhor compreendidas em todo o mundo. Um levantamento da OMS indica que entre 35% e 50% das pessoas com transtornos mentais em países de alta renda não recebem tratamento adequado. Já nos países de baixa e média renda, o porcentual é ainda maior, ficando entre 76% e 85%.
Outro indicativo da relevância do assunto é o destaque dado ao tema nos relatórios de tendências para o setor de saúde da AON Hewitt, Willis Tower Watson e Mercer Marsh – já comentados aqui. Parece consenso que o valor gasto para o tratamento dessas doenças deve avançar nos próximos anos e se juntar à lista das enfermidades que mais “consomem” recursos no setor, ao lado de câncer, doenças cardiovasculares e musculoesqueléticas.
Se você quer contribuir para esse debate e tem um estudo sobre o assunto, não perca essa oportunidade de colaborar para o aperfeiçoamento do setor de saúde no Brasil e inscreva-se já no IX Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar. Confira o regulamento.
Ah, se você quer saber um pouco mais sobre a história do tratamento de doenças mentais no Brasil e no mundo, recomendamos a leitura da entrevista do Dr. Valentim Gentil, psiquiatra responsável pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), no site do Dr. Drauzio Varella.
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https://www.editoraroncarati.com.br/v2/Artigos-e-N...Mais de 7 milhões. Esse é o número de pessoas que morrem a cada ano em decorrência do uso de tabaco, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Destes, pouco mais de 6 milhões são fumantes ativos e 900 mil, passivos (aqueles que são afetados indiretamente por estar no mesmo ambiente que fumantes ativos). Números que, ainda de acordo com a OMS, qualificam o fumo dessa substância como uma das piores epidemias já enfrentadas pela humanidade e a principal causa de morte prevenível atualmente.
Para combater o problema, algumas práticas são recomendadas pela instituição:
• Avisos de advertência nos pacotes de cigarro, especialmente os que privilegiam recursos visuais, funcionam bem. Principalmente para evitar que jovens adquiram este hábito e para que os adultos evitem fumar próximo de crianças.
• Proibir a publicidade do produto pode reduzir seu consumo de 7% a 16%.
• Tributação suficiente para subir o preço médio em 10% pode reduzir seu consumo em até 5%. Outra vantagem da medida é arrecadar recursos para campanhas de combate ao tabagismo.
• Estabelecer programas de auxílio e conscientização ao fumante. Pode parecer estranho, mas pesquisas revelam que boa parte dos fumantes no mundo não conhece os riscos associados ao hábito. Aconselhamento e medicação podem dobrar a chance de uma pessoa parar de fumar.
Além dos pontos levantados pela OMS, acreditamos que é fundamental o avanço da legislação local, com medidas que proíbam o uso da substância em locais públicos fechados (bares, restaurantes, galerias etc.), como acontece em São Paulo e outros estados do País, e abertos (praias, praças etc.), como acontece na França e em outros países com legislação mais avançada nesse assunto.
Por fim, a criação de programas de promoção da saúde com foco em combate ao tabagismo é outro fator que não pode ser desconsiderado e, acreditamos, deveria ser desenvolvido por mais empresas – a ação pode ser analisada tanto do ponto de vista comercial, com resultados para a produtividade da empresa e redução do absenteísmo, quanto pelo ponto de vista de qualidade de vida dos colaboradores. Nesse sentido, encorajamos a leitura do estudo “Promoção da Saúde nas Empresas”, produzido pelos especialistas Michel P. O’Donnell e Alberto José N. Ogata, e também a apresentação feita Dra. Cristiane Penaforte, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, realizada em evento do IESS em 2012: “Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil”. Ah, se você quiser saber mais sobre os hábitos de consumo de tabaco do brasileiro, vale rever o TD 73 - Análise da Pesquisa Nacional de Saúde.
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O tabagismo é a principal causa de morte evitável ...Como se sabe, o segmento de saúde suplementar é complexo, envolve diferentes agentes, serviços e prestadores de serviços. Exatamente por essa pluralidade, é que se faz necessária cada vez maior conjunção dos diferentes implicados em prol do aperfeiçoamento dessa cadeia. Com isso em mente, realizamos eventos periódicos reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater e viabilizar alternativas e ferramentas para a saúde privada brasileira, como você pode conhecer aqui.
Foi com esse mesmo objetivo que a Federação Nacional da Saúde Suplementar (FenaSaúde) realizou hoje (23) o 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar, em São Paulo, que reuniu especialistas e profissionais de comunicação. O tema do evento foi justamente um dos assuntos que mais temos abordado nas últimas semanas: a Atenção Primária à Saúde (APS).
“Pessoas são complexas e todos precisamos ver o indivíduo em seu aspecto mais amplo. Não apenas a doença”, apontou Gustavo Gusso, professor de Clínica Geral e Propedêutica da Universidade de São Paulo (USP). Para o especialista no tema, a APS é um modelo eficiente na prevenção de doenças e promoção à saúde. “A vantagem de se conhecer o paciente previamente e em sua completude é enorme. Os estudos mostram que os países com menor índice de atenção primária são aqueles que tem enfrentado os maiores índices de escaladas do custo, como os Estados Unidos. Sabemos que não é mera coincidência”, conclui.
O evento ainda contou com debates entre jornalistas, assessores de Comunicação, gestores e tomadores de decisão no setor de saúde suplementar abordando os vários aspectos que norteiam a APS dentro do contexto brasileiro e mundial. “O modelo de assistência brasileiro segue fragmentado e voltado apenas para o tratamento da doença, não envolvendo os demais aspectos da vida do paciente e o acompanhamento nos diversos momentos da vida”, comentou João Alceu Amoroso Lima, presidente da FenaSaúde, na abertura.
O ciclo de debates ainda contou com a participação de José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde; Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional da Saúde Suplementar; Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor e presidente do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP Pesquisas); Juliana Pereira, diretora executiva de Clientes da Qualicorp e ex-secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon); Sandro Leal, superintendente de Regulação da Federação; e Fernando Pesciotta, vice-presidente da CDN Comunicação Corporativa.
Seguiremos apresentando detalhes do evento nos próximos dias. Acompanhe.
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https://revistacapitaleconomico.com.br/numero-de-b...A análise “Does paid versus unpaid supplementary caregiving matter in preventable readmissions?” (“Cuidadores pagos e não pagos são importantes em readmissões preveníveis”) publicada no 18º Boletim Científico discute impactos desse tipo de assistência em relação às readmissões evitáveis de pacientes com diabetes do Medicare.
Nos Estados Unidos, cerca de 3,4 milhões de beneficiários de saúde do Medicare recebem serviços profissionais de home care financiados pelo governo. Estudos com base em pesquisas de larga escala constataram que 83,4% dos beneficiários recebem cuidados extras por cuidadores informais, que podem ser pagos por (desembolso direto ou por programas governamentais como o Medicaid) ou não remunerados (como membros da família, parentes e/ou amigos).
A análise chegou à conclusão de que os beneficiários com diabetes e cuidadores informais remunerados tinham risco 68% maior de readmissão por conta de infecções do trato urinário do que os com cuidadores informais não pagos.
Um dos processos que vem sendo implementados no programa Medicare é a compra baseada em valor, com penalização das agências com má qualidade nos serviços de cuidados domiciliares. As políticas que apoiam os cuidadores não remunerados são fundamentais para ajudá-los a cuidarem dos seus entes queridos e impedir que usem recursos hospitalares caros.
