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Estudo aponta números importantes das internações de idosos no Brasil
19/10/2017

O processo de mudança demográfica e maior longevidade da população em âmbito global é algo extremamente positivo e, com certeza uma vitória da humanidade. No entanto, este fenômeno também impacta diretamente na saúde em todo o mundo. Exatamente por isso, este é um dos temas mais presentes nas discussões de saúde e tem pautado também nossos estudos e publicações aqui no blog. O estudo “Hospitalization in older adults: association with multimorbidity, primary health care and private health plan” (Hospitalização em idosos: associação com multimorbidade, atenção básica e plano de saúde) publicado no 19º Boletim Científico avalia a associação entre a ocorrência de doenças crônicas de forma simultânea, o modelo de atenção básica e a posse de plano de saúde com a ocorrência de hospitalizações. 

As hospitalizações de idosos podem trazer graves consequências não só para o sistema de saúde, mas sobretudo para o bem-estar do paciente, que corre o risco de complicações como a diminuição da capacidade funcional e aumento de sua fragilidade – em especial quando estas internações são repetidas e prolongadas. Ou seja, as internações em idosos, deveriam ser indicadas apenas quando não há outra alternativa para manejo mais adequado. Com isto em mente, o trabalho realizou estudo transversal de base populacional com 1.593 idosos (60 anos ou mais) residentes na zona urbana do município de Bagé, Rio Grande do Sul.

Foi observado que a multimorbidade gerou um aumento nas hospitalizações, principalmente as não cirúrgicas. Observou-se também que os idosos com plano de saúde internaram mais, independentemente da presença de múltiplas doenças. Nas áreas onde não há estratégia de saúde da família, no ano de 2008, a prevalência de hospitalização em idosos com plano de saúde foi de 19,2% entre os com multimorbidade e 10,1% entre os sem multimorbidade. Já para os idosos sem planos de saúde, a prevalência de hospitalização foi de 18,6% entre os com multimorbidade e de 10,0% para os sem. No mesmo ano, em áreas cobertas pela Estratégia Saúde da Família, os idosos com plano de saúde e multimorbidade representaram 26,6% e os sem multimorbidade, 20,6%. Entre os idosos com a ESF e sem plano de saúde, a prevalência foi de 15,5% entre os com multimorbidade e 7,6% para os sem multimorbidade.

Os dados mostram que a diferença entre as taxas de internação está diretamente relacionada ao acesso dos pacientes aos serviços de saúde e não, ao programa de prevenção à saúde do sistema em que os idosos estão inseridos. A saúde suplementar garante maior acesso dos beneficiários devido à maior oferta de leitos hospitalares. Neste sentido, os dados do trabalho contribuem não só para a relevância das multimorbidade nas hospitalizações, mas também para as melhorias da atenção da população idosa no país. 

IESS realiza seminário durante o HIS – Healthcare Innovation Show
18/10/2017

Novas tecnologias, melhor eficiência de dados para promoção da saúde e inovação são buscas constantes para garantir a sustentabilidade do setor de saúde suplementar brasileiro. Pensando nisso, o IESS se junta a mais de 5.000 profissionais do setor para discutir o cenário atual, os ganhos e os próximos passos desta cadeia produtiva no Seminário IESS que acontecerá dia 26 de outubro, a partir das 13h50, durante o HIS, no São Paulo Expo.

O Healthcare Innovation Show (HIS) é o primeiro trade show de tecnologia e inovação voltado ao mercado de saúde na América Latina. São 4 arenas simultâneas com mais de 10 congressos, constituídos por quatro grandes eixos de atividades especiais: o Startup Lounge, com a exposição de serviços tecnológicos; o hackathon hack4health, maratona de desenvolvimento em busca de soluções para problemas da saúde e de gestão; e os prêmios Referência da Saúde/2017, Top Hospitalar/2017 e Great Place to Work. 

O IESS garante desconto especial aos interessados, além de acesso a outros 10 congressos e mais de 150 palestrantes. Para emitir sua credencial, já com desconto, clique aqui. Faltam menos de 50 lugares na plenária. Confira abaixo a agenda do painel:

 

Quinta-feira - 26 de outubro:

13:50 – Envelhecimento da força de trabalho

Vonda Wright, diretora Médica da UPMC Lemieux Sports Complex

 

14:20 – Uso do Big Data e das informações para promover cuidados integrados

Márcio Landi, diretor de Finança e Inteligência de Mercado da Orizon

Daniel Greca, diretor de Healthcare da KPMG

Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS

Fernanda Mussolino, diretora da Moka Info

 

15:35 – Intervalo

 

16:15 - Terapias de medicina de precisão: impacto na prática clínica

Dr. Stephen Stefani, oncologista e preceptor da Residência Médica do Hospital do Câncer Mãe de Deus (HCMD)

 

16:45 – Desospitalização: cuidados integrados do paciente para uma assistência qualificada e sustentável

Euro Palomba, CEO da Global Care Health Solutions

Mauro Figueiredo, CEO da DaVita Health International

Roberto Tolomei, CEO da Dealmed Condo-Hospitals

Nicolas Toth Jr., diretor geral da Healthways Brasil & América Latina

Ana Maria Malik, coordenadora do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da FGV-EAESP/GVsaúde 

Pesquisa IESS/Ibope: cresce número de exames de mamografia entre as brasileiras
17/10/2017

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo mais comum e também o que mais mata as mulheres entre todos os tipos de câncer, sendo a segunda maior causa de morte na América Latina, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Já em âmbito global, é o tipo mais letal de câncer em mulheres na faixa dos 20 a 59 anos. Até o fim de 2017, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 57.960 novos casos da doença no Brasil. 

Por um lado, muito se tem avançado no debate, informação e campanhas da doença em todo o país, como o Outubro Rosa, uma das mais reconhecidas campanhas mundiais de promoção da saúde feminina. Por outro lado, os especialistas fazem um novo alerta: a incidência da doença em mulheres com menos de 30 anos tem aumentado, mas a medicina ainda não explica as causas, que podem ser desde a genética, hábitos alimentares inadequados e o estilo de vida.

Uma boa notícia vem da pesquisa IESS/Ibope que mostra distintas características sobre os cuidados de saúde entre beneficiários e não beneficiários de planos. Apesar da pesquisa mostrar que beneficiários de planos de saúde possuem hábitos mais saudáveis e tendem a cuidar melhor de sua saúde com a realização de consultas e exames com maior frequência, conforme mostramos aqui no blog, a realização de exames preventivos de mamografia cresceu expressivamente entre as mulheres não beneficiárias de plano de saúde.

Entre a faixa etária de maior risco (de 50 a 69 anos), a pesquisa de 2015 apontou que 64% das mulheres realizaram o exame nos últimos 12 meses. Já na pesquisa deste ano, o total de não beneficiárias de planos de saúde que fizeram mamografia subiu para 78%. Mesmo porcentual das beneficiárias que disseram ter realizado o exame nos 12 meses anteriores à pesquisa. 

O autoexame e os exames regulares são fundamentais porque quanto mais cedo a detecção, mais altas as taxas de sucesso no tratamento. Uma pesquisa do Inca com 12,8 mil pacientes entre 2000 a 2009 mostrou que a sobrevida em cinco anos, de acordo com o estágio da doença no início do tratamento, foi de: 88,3% (estágio I), 78,5% (estágio II), 43% (estágio III) e 7,9% (estágio IV). 

Além disso, vale ressaltar que hábitos mais saudáveis entre as mulheres impactam diretamente nestes números. Segundo o Inca, 30% dos casos desse tipo de doença podem ser evitados com mudanças na rotina, como a prática regular de atividade física, alimentação saudável e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. 

Prêmio IESS: O papel da coparticipação no futuro do setor
16/10/2017

A coparticipação em planos de saúde é uma das saídas que defendemos para trazer o beneficiário mais para perto da gestão do benefício e seus custos. Como já apontamos em diversas vezes aqui no Blog, por exemplo, ao apresentarmos os planos de saúde com poupança e franquia anual

O assunto também é o foco do trabalho “Efeito da coparticipação no número de consultas médicas eletivas em modelos dinâmicos de contagem”, de Wescley de Freitas Barbosa, vencedor do 2º lugar na categoria Economia do VI Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar

Confira, a seguir, nossa conversa com Barbosa e não deixe de inscrever gratuitamente, até 31 de outubro, seu trabalho de conclusão de curso de pós-graduação (especialização, MBA, mestrado ou doutorado) com foco em saúde suplementar nas áreas de Economia, Direito e Promoção de Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde. Veja o regulamento completo.

Os dois melhores de cada categoria receberão prêmios de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, além de certificados, que serão entregues em cerimônia de premiação em dezembro deste ano.

Blog do IESS - O que te motivou a pesquisar este tema? 

Wescley de Freitas Barbosa - A pesquisa teve como objetivo compreender os fatores que influenciam a quantidade de consultas médicas eletivas realizadas e assim contribuir para subsidiar as tomadas de decisões e a gestão do setor, pois a diferença na utilização entre serviços pode refletir em diversos fatores além dos custos como, por exemplo, o perfil dos usuários que as compõem. Ao identificarmos de forma mais precisa o efeito da taxa de coparticipação permitimos o melhor planejamento o que, em média, proporciona ganhos de eficiência para o setor e de satisfação para os usuários. 

Blog - Você acredita que explorar a coparticipação nos planos de saúde seja uma alternativa para garantir a sustentabilidade do setor?

Barbosa – Acredito que a taxa de coparticipação torna os usuários cientes dos custos da utilização das consultas médicas e proporciona, consequentemente, ganhos de eficiência. Mais opções de planos com coparticipação poderiam colaborar para a sustentabilidade da saúde.

Blog - Como conheceu e como foi a participação no Prêmio IESS? 

Barbosa - Conheci o prêmio IESS por meio da leitura de seus trabalhos técnicos-científicos. Passei a acompanhar suas publicações nas redes sociais e, posteriormente, fiquei sabendo da existência da premiação, que enxergo como uma grande oportunidade de visibilidade.

Blog - Em sua opinião, qual a importância do Prêmio no incentivo à pesquisa nacional? 

Barbosa - Sem dúvida é de extrema importância tanto para promoção de novas pesquisas quanto para divulgação e reconhecimento das já existentes. Avalio que a participação de membros de organizações nacionais e internacionais no evento demonstra que a visibilidade dada aos trabalhos premiados é muito significativa.

VEJA TAMBÉM
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CALENDÁRIO

outubro / 2017
  • 26 Seminário IESS/HIS
maio / 2017
  • 31 Seminário: Incorporação de Tecnologias na Saúde Suplementar
março / 2017
  • 07 PIB
fevereiro / 2017
  • 23 Variáveis de ocupação - PNAD contínua
janeiro / 2017
  • 11 Inflação (IPCA)
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
dezembro / 2016
  • 09 Inflação (IPCA)
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 23 Índice de Confiança do Consumidor
  • 06 Celebração de 10 anos de IESS
novembro / 2016
  • 09 Inflação (IPCA)
  • 30 PIB
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 22 Variáveis de ocupação - PNAD contínua
  • 24 Índice de Confiança do Consumidor
outubro / 2016
  • 07 Inflação (IPCA)
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 26 Índice de Confiança do Consumidor
  • 26 Seminário Internacional "Indicadores de qualidade e segurança do paciente na prestação de serviços na saúde"
setembro / 2016
  • 09 Inflação (IPCA)
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 27 Índice de Confiança do Consumidor
  • 27 Seminário "Tecnologia na saúde Suplementar" no Hospital Innovation Show
agosto / 2016
  • 10 Inflação (IPCA)
  • 31 PIB
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 17 Variáveis de ocupação - PNAD contínua
  • 24 Índice de Confiança do Consumidor
  • 31 Seminário Internacional "Novos produtos para saúde suplementar"
julho / 2016
  • 08 Inflação (IPCA)
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 25 Índice de Confiança do Consumidor
junho / 2016
  • 08 Inflação (IPCA)
  • 01 PIB
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 27 Índice de Confiança do Consumidor
maio / 2016
  • 06 Inflação (IPCA)
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 19 Variáveis de ocupação - PNAD contínua
  • 24 Índice de Confiança do Consumidor
  • 06 A cadeia de saúde suplementar: avaliação de falhas de mercado e propostas de políticas
abril / 2016
  • 08 Inflação (IPCA)
  • 26 Índice de Confiança do Consumidor
  • 01 Taxa de juros - Selic
  • 01 Taxa de câmbio
  • 26 Índice de Confiança do Consumidor
março / 2016
  • 29 Índice de Confiança do Consumidor
  • 23 Rendimento Médio Real - PME
  • 27 Índice de Confiança do Consumidor
fevereiro / 2016
  • 22 Índice de Confiança do Consumidor
janeiro / 2016
  • 25 Índice de Confiança do Consumidor
novembro / 2015
  • 12 Cerimônia de premiação do V Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar
outubro / 2015
  • 20 Seminário Internacional "OPMEs: Análise setorial e adoção de boas práticas"
setembro / 2015
  • 03 Seminário "Efeitos da regulação sobre a saúde suplementar"
maio / 2015
  • 28 Seminário Internacional "Evolução dos custos na Saúde Suplementar"
novembro / 2014
  • 27 Seminário Internacional "A Sustentabilidade da Saúde Suplementar"
outubro / 2014
  • 29 Cerimônia de entrega do IV Prêmio IESS de Produção Científica
novembro / 2013
  • 07 III Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar
outubro / 2013
  • 15 III Seminário "Promoção de Saúde nas Empresas"
novembro / 2012
  • 27 Seminário Internacional “Projeções do custo do envelhecimento no Brasil”
outubro / 2012
  • 03 II Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar
  • 17 5° Aniversário do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar - IESS
outubro / 2011
  • 17 Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar

A saúde suplementar traduzida em dados de forma simples e prática

Infográficos didáticos explicam como funciona a saúde suplementar no país

VÍDEOS

Luciano Paladini: Estudos envolvidos na incorporação de tecnologias em saúde"

Debate: Incorporação de tecnologias em saúde com sustentabilidade

João Paulo dos Reis: O rol da ANS é suficiente para garantir o adequado acesso a saúde dos beneficiários de planos de saúde no Brasil?

PODCASTS

DOCUMENTOS

Private insurance in the brazilian universal care system

Apresentação feita por Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS,...

RECSP 05

O número de trabalhadores na cadeia de valor da saúde suplementar (que engloba os...

RECSP 04

O total de trabalhadores empregados pela cadeia de saúde suplementar (que engloba os...
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