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Despesa assistencial avança mais de 50% apesar da queda de beneficiários
22/05/2019

O total de beneficiários de planos médico-hospitalares caiu 6,3% entre dezembro de 2014 e o mesmo mês de 2018, o que equivale ao rompimento de 3,2 milhões de vínculos, conforme detalha a Análise Especial da última Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB)

Apesar do recuo no total de vínculos, as despesas assistenciais (os gastos das operadoras com exames, consultas, internações, terapias e outros procedimentos dos beneficiários em suas carteiras) médico-hospitalares seguiu no sentido oposto. Em 2014, elas tiveram um gasto médio mensal por beneficiário de R$ 173,86. Já no fim do ano passado este gasto estava em R$ 281,81. Um aumento de 62,1%. 

Vale destacar que o aumento não se deve à redução de beneficiários, mas a um efetivo aumento das despesas assistenciais totais. Em 2014, elas foram de R$ 105,2 milhões. Já em 2018, foram 159,8 milhões. Incremento de 51,8%.

Apenas como um exercício de projeção, se o setor não tivesse perdido beneficiários e tivesse mantido o crescimento do gasto assistencial médio mensal per capita, as despesas assistenciais totais em 2018 atingiriam o montante de R$ 170,6 milhões. Quase R$ 11 milhões a mais do que efetivamente foi registrado no ano passado.

O importante, contudo, são os fatores que fizeram as despesas assistenciais continuarem a avançar mesmo com a redução do total de vínculos com planos de saúde: incorporação de novas tecnologias sem avaliações criteriosas de custo efetividade; desperdícios e fraudes de cerca de R$ 28 milhões (em 2017); envelhecimento populacional; e judicialização. Todos assuntos que temos explorado aqui no Blog e que podem ser facilmente acessados por meio de nossa Área Temática.

Se você também se interessa pelo assunto e quer ver mais dados, uma ótima opção é acessar o IESSdata. Se o seu interesse se materializar em um trabalho acadêmico, fique atento, as inscrições para o IX Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar já estão para começar. Acompanhe nosso blog para não perder nenhuma novidade.

 

IESS apresentará estudo inédito no Seminário Internacional de Saúde da População, da FGV
21/05/2019

A telemedicina deve movimentar até US$ 8 bilhões no Brasil até 2024, segundo levantamento do Healthcare Information and Management Systems Society (HIMMS). Dado que, em nossa opinião, deveria ser suficiente por si só para estimular o setor a avançar na regulação do serviço e retomar o debate da resolução 2.227/2018 – que, como apontamos aqui acreditamos que não deveria ter sido suspensa. 

Claro, “não adianta chorar o leite derramado”.

Sempre buscamos fomentar debates e apoiar o desenvolvimento de melhores práticas no setor por meio de estudos e disseminação de conhecimento. Então, ao invés de ficarmos lamentando ou esperando, resolvemos fazer nossa parte.

Por isso, no próximo dia 5 de junho, iremos apresentar o estudo inédito “A Telemedicina traz benefícios ao sistema de saúde? Evidências internacionais das experiências e impactos” durante o Seminário Internacional de Saúde da População, realizado pelo Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), em São Paulo.

Se você não conseguir acompanhar o evento, não se preocupe, o estudo será disponibilizado aqui no mesmo dia.

Não perca!

VCMH não pode ser comparada ao IPCA
20/05/2019

Recentemente, lançamos a cartilha “Reajuste dos Planos de Saúde” com o objetivo de explicar de forma simples como funciona o processo para os planos de saúde: quando o reajuste pode ser aplicado, para que serve a divisão por faixas etárias e porque ela impacta no cálculo, pacto intergeracional etc.

Nesse sentido, uma das questões que mais causa controvérsia é a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na regulação dos reajustes. Para quem acompanha o setor pode ser claro, mas ainda há muitas pessoas, inclusive beneficiários, que não conhecem a regra: a ANS determina o reajuste máximo a ser aplicado para planos individuais/familiares e para planos coletivos com menos de 30 vidas. A ideia é simples. O agente regulador se envolve quando as partes não têm condições isonômicas de negociar. Quando só há grandes instituições envolvidas, como as empresas ou entidades de classe e as Operadores de Planos de Saúde (OPS) – nos planos coletivos empresariais e por adesão com 30 vidas ou mais –, a negociação de reajuste é livre entre as partes. 

Claro, esse também é um ponto de discórdia. Nas últimas semanas, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) tem sido a voz mais ativa nessa queixa, replicada em diversas reportagens. Segundo a entidade, a agência deveria regular, também, o teto do reajuste para esses planos. Embora não nos caiba fazer uma defesa da entidade ou mesmo do setor, nos cabe ponderar sobre a crítica. Afinal, nossa função é gerar e disseminar conhecimento para possibilitar o aperfeiçoamento do setor.

Por isso, além de acreditarmos que a ingestão pública no mercado poderia ser prejudicial à sustentabilidade econômico-financeira não das OPS, mas do setor de saúde suplementar, queremos pontuar um erro conceitual que tem se replicado em diversas reportagens sobre o tema: a comparação entre o reajuste permitido pela ANS e os índices de inflação, sejam os gerais, como o IPCA ou os específicos, como o IPCA Saúde.

Isso porque esses índices de inflação aferem apenas a variação de preços em uma cesta de produtos em determinado tempo. Por exemplo, demonstrando quanto subiu o preço do quilo do feijão de um ano para o outro. Por outro lado, a variação de custos médico-hospitalares (VCMH) flutua em função não apenas dos preços dos “produtos” (exames, consultas, terapias, OPMEs etc.), mas da frequência de uso desses itens. Como já explicamos aqui.

Sem esticar ainda mais o assunto, cabe reforçar que o modelo não é uma “jabuticaba” e, inclusive, ter VCMH maior que inflação não é exclusividade do Brasil.

Novas tecnologias na saúde
17/05/2019

Desde o começo do ano, temos mostrado iniciativas na saúde suplementar em que a aplicação de novas tecnologias está possibilitando mudanças no cenário atual ou, ao menos, projetando possibilidades muito interessantes para o desenvolvimento do setor no futuro. É o caso, por exemplo, dos novos aplicativos apresentados na Consumer Eletronics Show (CES); dos avanços de Google, Apple, Amazon e Microsoft com smartspeakers; da clínica Ping An Good Doctor, que realiza 50 milhões de atendimentos diagnósticos por mês apenas por meio de inteligência artificial; e das inovações apresentadas na South by Southwest (SXSW), entre outros.

Claro, não somos os únicos a acompanhar os últimos avanços tecnológicos e o potencial que eles têm para mudar o mercado. Recentemente, Michael Reddy, presidente da Healthcare Weekly – revista dos Estados Unidos focada em inovações na saúde –, escreveu um artigo elencando as 9 tecnologias com as quais todo executivo do setor deveria estar animado.

A primeira delas? Inteligência artificial (IA). Além dos empregos já explorados para a tecnologia, como o diagnóstico na Ping An Good Doctor ou a viabilidade de agendar consultas e muito mais por meio dos smartspeakers, Reddy aponta três que a IA será fundamental para o futuro do segmento – especialmente por sua capacidade de mitigar e prevenir riscos. Três formas de fazer isso seriam: 

• Lembretes automáticos. Solução ideal para monitorar e garantir que os remédios corretos sejam tomados no tempo certo.

• Identificar perfis de risco. Descobrir pessoas que precisam de atenção médica e alertar equipes especializadas para atuar de forma personalizada. O IBM Watson está sendo testado, por exemplo, para atuar em casos de pessoas com vício em opioides (morfina, codeína, metadona etc.). 

• Possibilitar o uso personalizado de medicamentos de acordo com características fisioquímicas de cada indivíduo.

• Para conhecer as outras oito tecnologias apontadas por Reddy, sugerimos ler o artigo original (infelizmente disponível apenas em inglês).

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março / 2017
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outubro / 2015
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outubro / 2014
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novembro / 2013
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outubro / 2013
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outubro / 2012
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outubro / 2011
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A saúde suplementar traduzida em dados de forma simples e prática

Infográficos didáticos explicam como funciona a saúde suplementar no país

VÍDEOS

Cuidados paliativos e dignidade humana na era da máxima tecnologia na saúde

O papel do Núcleo de Apoio Técnico na tomada de decisões do Poder Judiciário em controvérsias do setor de saúde

Abertura do seminário IESS "Decisões na Saúde"

PODCASTS

DOCUMENTOS

Cartilha - Reajuste dos Planos de Saúde

Publicação apresenta um manual simples para a compreensão do público em...

Painel da Odontologia Suplementar (2011 a 2017)

De acordo com o levantamento, as ações preventivas nessa área foram as que...

Projeção das despesas assistenciais da saúde suplementar

Pôster sobre projeção das despesas assistenciais da saúde suplementar,...
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